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A sede do Clube de Caçadores de Valhascos e Cabeça da Mós, no concelho do Sardoal, vai receber uma sessão de esclarecimento sobre as doenças que afetam o javali e que se transmitem aos seres humanos, no próximo dia 7 de julho, às 11 horas.

“Esta preocupação pela saúde pública cresce face à quantidade de animais que é abatida todos os meses nos chamados períodos lunares, em que o caçador, pelo processo de espera e durante 10 dias por mês (período da lua cheia) tenta abater o javali”, explica uma nota de imprensa da organização, salientado que, quando o consegue fazer, o caçador “raramente sujeita o animal a qualquer controlo sanitário e confia apenas na sua experiência para detetar eventuais doenças”.

Segundo os organizadores, “este assunto ainda não é preocupante na nossa zona e não há motivos para qualquer alarme”, mas os caçadores responsáveis têm vindo a acompanhar com muita preocupação as várias circulares e despachos normativos da Direção Geral de Veterinária (DGAV) sobre as zoonoses de que padecem os javalis e a peste suína.

Os caçadores querem estar preparados e devidamente informados para melhor identificar e encaminhar os animais afetados pelas doenças, acrescenta o comunicado.

A sessão de esclarecimento vai contar com a presença dos veterinários Vítor Grácio, Esmeralda Almeida, Bruno Ribeiro, André Raposo e Gonçalo Mariano, do advogado André Grácio, e de Yolanda Vaz, da DGAV.

Só nas regiões do Ribatejo, Beira Baixa e Alto Alentejo, são abatidos, por período lunar, no mínimo e por defeito, de 500 a 1500 javalis (1 a 3 javalis, por lua e por zona de caça), o que perfaz, anualmente, entre 6.000 a 18.000 javalis que são consumidos, em público ou privado, sem praticamente qualquer controlo sanitário.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves