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Um médico, uma farmacêutica e o seu marido, a mulher respondendo no processo também em representação de uma farmácia, localizada na Chamusca, são suspeitos de terem lesado o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em cerca de 657 mil euros com recurso a receitas forjadas.

O despacho de acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) refere que em causa estão crimes de burla qualificada, corrupção e falsificação de documento, havendo a suspeita que 8.659 receitas terão sido forjadas.

Segundo a agência Lusa, que avança a notícia, o Ministério Público pede ainda que o médico e a farmacêutica sejam condenados na pena acessória de interdição do exercício da função pública.

Os factos remontam ao período entre setembro de 2010 e dezembro de 2013 e, segundo a Lusa, a farmacêutica e marido aliciaram o clínico – que aceitou - a emitir receitas médicas forjadas com prescrição de medicamentos que lhe indicassem, que estes posteriormente processariam simulando o seu aviamento na farmácia, receitas que o médico emitiria no âmbito da sua atividade no setor privado – sobretudo em lares - e em instituição pública do SNS, concretamente no hospital de Caldas da Rainha.

Os arguidos pediam depois a comparticipação do SNS no seu pagamento, em regra entre os 69% e os 100%”.

O julgamento deverá iniciar-se quarta-feira, 2 de maio, às 9h30, no tribunal de Leiria.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis