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Um homem que sofre de uma doença reumática grave está num braço de ferro com o Hospital de Santarém há mais de três meses, pela entrega de um medicamento que lhe foi prescrito pelo médico que o segue no Instituto Português de Reumatologia (IPR).

Em causa estará, segundo o doente, Miguel Marques, o preço do medicamento biológico original que precisa de tomar para combater a sua artrite psoriática.

Miguel Marques disse à Rede Regional que o preço do fármaco original – CERTOLIZUMAB - andará entre os 900 e os 1.000 euros, ao passo que o biossimilar que o hospital lhe quer entregar oscila entre os 140 a 170 euros.

O doente sustenta ter informações do seu médico no IPR que este não será adequado ao seu caso.

Contatado pela Rede Regional, o Hospital de Santarém explica que se limitou a seguir “as orientações da Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica”, que recomendam que, “nos casos em que exista biossimilar”, seja “disponibilizado aos doentes o medicamento biológico mais acessível”.

A 29 de janeiro, poucos dias depois de Miguel Marques ter entregue a receita, o hospital de Santarém enviou um “pedido de esclarecimentos” ao médico do IPR, para que este justificasse a sua “opção terapêutica”.

A resposta do clínico chegou no dia 16 de abril, e mantém a prescrição do medicamento original.

Neste meio tempo, quem tem sofrido é Miguel Marques, uma vez que a doença, além dos problemas na pele em várias zonas do corpo, lhe provoca dores fortes nas articulações, ossos e ligamentos, e que condicionam a sua vida pessoal, familiar e profissional.

O doente, que já apresentou duas reclamações por escrito, garante que não vai desistir até que lhe seja entregue o fármaco que o médico que o segue considera o mais adequado.

Inauguração FICOR 2018, em Coruche - Fotos de João Dinis