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“Se se gastam centenas de milhões a salvar bancos, porque é que não se tem o mesmo tratamento para com o Serviço Nacional de Saúde (SNS)?”, questiona a Coordenadora Distrital de Santarém do Bloco de Esquerda, que exige o reforço de meios humanos e melhores condições de trabalho na unidade de Abrantes do Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT).

Em comunicado, esta estrutura assinala que o “hospital de Abrantes continua a ser noticia pelo descontentamento crescente de profissionais que ali trabalham”, lembrando que “os enfermeiros e assistentes operacionais afectos às urgências apresentarem, em bloco, um pedido de mobilidade para outros serviços”.

Este foi “um facto inédito e um sério aviso à Administração, pois estes enfermeiros são formados para trabalharem especificamente nas urgências e a sua substituição por colegas de outros serviços diminui a qualidade do serviço”, explica o BE, sublinhando que a “situação já se arrasta desde 2012, aquando da reestruturação, levado a cabo pelo governo PSD/CDS, que centrou a urgência médico-cirúrgica” em Abrantes.

Segundo o mesmo comunicado, a situação é caótica, com “utentes em macas e cadeiras de rodas nos corredores das enfermarias”, “falta de privacidade”, “profissionais obrigados a trabalhar em espaços exíguos” e tendo “a seu cargo um numero muito superior de utentes”, num cenário onde as “baixas médicas aumentam” e as “substituições não acontecem sobrecarregando, cada vez mais, quem está nos serviços”.

A coordenadora distrital do BE, no comunicado, manifesta “apoio os profissionais do SNS nas suas reivindicações”, e assinala que “o problema das urgências do Hospital de Abrantes não se resolve só com a expansão da mesma. É preciso dar condições dignas aos profissionais e para isso a contratação de novos profissionais é fundamental”.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis