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As restrições às descargas na empresa Celtejo, de Vila Velha de Ródão, apontada como uma das principais poluidoras do Rio Tejo, vão prolongar-se por mais 30 dias, sendo agora imposta uma redução de 30% do volume diário de efluente a rejeitar.

A decisão é do Ministério do Ambiente que anunciou ainda que "caso se registe um agravamento da qualidade da água do rio Tejo, a limitação pode regressar aos 50%".

Em comunicado, o ministério esclarece que a restrição agora revista obriga, em simultâneo, a uma redução da concentração do parâmetro CBO5 (carência bioquímica de oxigénio), que passa a ser de 1,6 kg por tonelada de pasta de papel produzida (kg/tSA). Este valor era inicialmente de 2,5 kg/tSA e durante os últimos 40 dias foi de 1,8 kg/tSA. Ou seja, com o aumento do caudal de efluente agora permitido é exigida uma maior restrição quanto às cargas a rejeitar.

"Há cerca de um mês que a concentração de oxigénio na água não baixa dos 7 mg/litro (o limite mínimo de qualidade é de 5 mg/l) pelo que se pode considerar como boa a qualidade da água do Tejo", refere o comunicado, que garante que "as análises diárias realizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente vão manter-se e, caso o valor de oxigénio dissolvido registado na barragem do Fratel desça abaixo dos 6 mg/l, a restrição à rejeição de efluente da Celtejo regressará a 50% do valor inscrito na licença inicial.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis