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O Ministério da Saúde abriu um inquérito sobre a morte de Marisa Nunes, de 33 anos, residente em Fazendas de Almeirim, que morreu a 5 de dezembro, após ter estado quase cinco meses em coma nos hospitais de Leiria e Santarém.

A notícia é avançada pela agência Lusa, que dá conta da resposta do Ministério da Saúde aos deputados Heitor de Sousa, Moisés Ferreira e Jorge Falcato Simões, do Bloco de Esquerda, que, em dezembro, tinham questionado a tutela se iria abrir um inquérito sobre este caso.

Na resposta ao BE, o ministério confirmou que, "consultada a Administração Regional de Saúde do Centro, encontra-se a decorrer um processo de inquérito por iniciativa e sob condução da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde".

Recorde-se que tudo começou a 19 de julho, quando Marisa Nunes foi fazer um exame de rotina – um AngioTAC – ao Hospital São Francisco, uma unidade hospitalar privada em Leiria.

Segundo afirmou à Rede Regional o irmão, Manuel Abelhas, foi-lhe administrado um contraste que lhe terá provocado um choque anafilático e entrou depois em paragem cardiorrespiratória”.

Por razões que a família desconhece, Marisa Nunes foi transportada sem acompanhamento médico para o Santo André, o hospital público de Leiria, onde conseguiram que o coração voltasse a bater novamente.

Apesar da reversão da situação, “ela deve ter estado 30 ou 40 minutos em paragem cardiorrespiratória, o que provocou danos irreversíveis no cérebro”, explica o irmão, acrescentando que a vítima entrou em coma, tendo permanecido internada durante um mês na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Sto. André.

“Não entendo como é que ela está num hospital e é transferida naquele estado para outro hospital. Se é uma unidade privada de referência, porque não a socorreram mais cedo?”, questiona Manuel Abelhas, que diz nunca ter obtido qualquer justificação por parte do hospital, e já apresentou queixa-crime no Ministério Público.

Após um mês em Leiria, Marisa Nunes foi transferida para o Hospital de Santarém, onde veio a falecer. A vítima deixou dois filhos menores de 11 e 8 anos.

A Rede Regional solicitou esclarecimentos sobre este caso ao Hospital São Francisco, que não nos fez chegar qualquer resposta às questões colocadas.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis