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hospital santarem

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que esta quarta-feira, 20 de dezembro, efetuou uma reunião conjunta com a Ordem dos Médicos, no Hospital Distrital de Santarém, traça um cenário preocupante da falta de médicos nesta unidade de saúde.

Em comunicado, o SIM fala de uma “grave carência de médicos que tem vindo a limitar a atividade e a qualidade dos cuidados médicos, sendo as empresas prestadoras serviços médicos responsáveis por cerca de 50% da atividade médica, com todos os problemas daí decorrentes”.

Entre as “inúmeras disfunções” do hospital, o SIM realça “a falta de tempos operatórios e recursos humanos”, que tem levado a que “no Serviço de Ortopedia os doentes aguardem internados semanas por cirurgias, ultrapassando os tempos de espera clinicamente aceitáveis”.

“A falta de Anestesiologistas é gritante”, diz o sindicato, garantindo que o serviço tem apenas 11 dos 20 elementos que seriam desejáveis. “Este défice condiciona ainda mais a atividade cirúrgica bem como a atividade desta especialidade fora do bloco operatório, de que são exemplo as sedações para exames de Gastrenterologia”, refere o comunicado, que aponta outras falhas de profissionais nos serviços de Oncologia e Cardiologia.

“É avassaladora a escassez de médicos Internistas para fazerem face ao enorme volume de trabalho. Onde estão os 46 Internistas que a ACSS refere serem os desejáveis para darem assistência a esta população?”, questionam.

Segundo o sindicato, “a situação tem-se agravado em consequência do encerramento de parte do bloco operatório, em 2014”, e este ano ficou ainda pior “pelo facto de o Ministério da Saúde não ter contratado os 500 médicos que concluíram a especialidade em 2017”.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis