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"O emprego é fundamental na promoção da recuperação da saúde mental". A opinião é da psiquiatra Liliana Ferreira, médica do Hospital de Santarém, que explica que as estimativas mostram que até 80% dos indivíduos com doença mental grave são desempregados e que 70% pretendem trabalhar.

Numa palestra realizada no dia 16 e inserida nas comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental (celebrado a 10 de outubro), Liliana Ferreira alertou para o facto das pessoas com depressão - uma "perturbação bastante frequente que pode conduzir à incapacidade profissional ou a um trabalho menos produtivo” -, se confrontarem com o “estigma, o preconceito e a discriminação”, apesar da doença ter tratamento, o que cria “barreiras significativas”, privando-as da sua dignidade.

“Promover a dignidade da saúde mental exige um trabalho conjunto de todos os membros da sociedade, pois um local de trabalho saudável beneficia trabalhadores e empregadores”, acrescentou.

André Marques Ribeirinho, interno do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Santarém, esteve na mesma iniciativa e destacou o "Síndrome de Burnout", também designado de Síndrome de Esgotamento Profissional, considerado, por muitos, como o mal profissional do nosso século, dado o progressivo aumento do número de casos identificados.

Este transtorno de adaptação crónico, caracterizado por um estado de cansaço emocional, mental e físico, sentimentos de despersonalização e baixa realização profissional, está intimamente relacionado com o stress em contexto de meio laboral, tendo consequências negativas a nível profissional, individual, familiar e social.

Futebol: Jogo Coruchense x Mondenense | Fotos: João Dinis