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Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Santarém dizem-se “perplexos” e “indignados” com o corte de 35% nas contratações de médicos em regime de prestação de serviços, anunciado pelo governo na passada segunda-feira, 5 de junho.

Segundo um comunicado de imprensa assinado por Nuno Serra, Duarte Marques e Teresa Leal Coelho, esta decisão “é uma irresponsabilidade” que coloca em causa diversos serviços nos hospitais de Santarém e do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), nomeadamente o funcionamento dos serviços de urgência e da maternidade.

“O ministro da Saúde tira literalmente o tapete aos administradores hospitalares que ainda recentemente, ao lado da tutela, anunciaram novos serviços que afinal não vão passar do papel”, sublinham os eleitos social-democratas, acusando o governo de ter andado em “manobras de propaganda em tempo de eleições autárquicas”.

Na ótica dos deputados, os hospitais dos grandes centros urbanos não são particularmente afetados por esta medida, ao contrário das unidades do interior do país, onde o governo parece não entender “que muitos dos serviços assentam em tarefeiros que, por sua vontade, não querem estar a tempo inteiro” no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Estes cortes de 35% correspondem a um corte impositivo, uma vez que em termos de gestão este Governo não consegue introduzir medidas duradouras, estáveis, e estruturais, e vai ter repercussões negativas no acesso à saúde”, escrevem os deputados do PSD, que terminam o comunicado exigindo “a revogação imediata do despacho em causa”, e recordando que, no debate do Orçamento de Estado para 2017 avisaram “que a verba destinada aos hospitais do distrito não era suficiente para as despesas previstas”.

Operações de busca e resgate aquático - Fotos João Dinis