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Saúde

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Em vez de ser acolhido numa unidade de cuidados especializados, um jovem em estado de pré-coma esteve 10 horas deitado numa maca na Urgência do Hospital de Santarém, sem assistência, alimentação e higiene.

A denuncia é da família da vítima, acusando de negligência grosseira o hospital, que, por sua vez, nega as acusações e garante ter prestado a assistência que o paciente necessitava.

Paulo Costa, de 23 anos, ficou entre a vida e a morte num aparatoso despiste ocorrido no passado dia 14 de dezembro, perto de Coruche, vila onde reside.

O jovem esteve internado desde então na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, até ao dia 16 de janeiro, data da sua transferência para o Hospital de Santarém, num estado de saúde muito débil.

A família esperava o seu internamento numa unidade adequada, mas Paulo Costa acabou por ficar “esquecido”, segundo o pai, José Costa, numa maca no Serviço de Urgência.

“Como é possível deixar alguém entubado e ventilado sem assistência, durante tantas horas?”, questiona o pai, garantindo que o estado de saúde do filho “regrediu nos dias seguintes”.

José Costa, que entretanto regressou do Luxemburgo para acompanhar de perto a situação do filho, garante que a família vai até às últimas consequências para apurar responsabilidades.

Contatado pela Rede Regional, o Conselho de Administração do hospital garante que foram “prestados ao doente todos os cuidados básicos, médicos e de enfermagem de que careceu”.

Segundo o hospital, Paulo Costa esteve na urgência, “em isolamento”, enquanto os médicos procederam à avaliação da sua “situação clínica de grande complexidade” para decidir em que serviço seria internado, o que demorou algumas horas e obrigou mesmo à transferência de outros doentes.

A questão do “isolamento” deveu-se ao facto de ser “portador de risco elevado de infeção bacteriana”, e foi uma medida tomada para proteção dos profissionais e outros doentes.

“Este chamado isolamento foi estar atrás de uma simples cortina, em plena urgência, nada mais do que isso”, contrapõe o pai, que não aceita as “desculpas esfarrapadas” do Hospital de Santarém.

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O ambientalista Arlindo Consolado Marques, que está atualmente a ser alvo de um processo judicial por parte da empresa Celtejo, voltou esta sexta-feira a denunciar mais uma situação de poluição no Rio Tejo, neste caso junto ao açude de Abrantes, que se apresenta cheio de espuma negra.

"Isto vai para Lisboa, não pensem que fica aqui em Abrantes", diz Arlindo Marques, salientando que é preciso "continuar a lutar" contra a poluição do Rio.

O vídeo foi colocado online, em direto, pouco depois das 14h00 de hoje e pode ser visto AQUI.

Entretanto, o Movimento Pelo Tejo (ProTEJO) lançou uma campanha de 'crowdfunding' que visa apoiar as custas judiciais de Arlindo Marques, a quem a Celtejo acusa de danos morais e reclama 250 mil euros de indemnização.

Na página da plataforma 'Causas', que acolhe a campanha, o Movimento Pelo Tejo, com sede em Vila Nova da Barquinha, Santarém, mostra a sua "solidariedade com o Arlindo Consolado Marques no processo instaurado pela Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo, SA, do Grupo ALTRI", instalada em Vila Velha de Rodão, Castelo Branco, prevendo que o prazo do processo seja de dois anos e estabelecendo uma meta de 21.885 euros, a atingir dentro de um mês e quatro semanas.

Esta meta foi definida com um orçamento distribuído por comissões, custas processuais, advogados, pareceres e perícias de especialistas, deslocações, recursos judiciais e t-shirts exclusivas da campanha a oferecer aos apoiantes com donativos superiores a 50 euros.

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As primeiras jornadas de saúde mental “Arte & Inclusão” vão realizar-se no próximo dia 9 de fevereiro, entre as 9 e as 18 horas, no teatro Sá da Bandeira, em Santarém, organizadas pelo Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Distrital de Santarém (HDS) e pela Direção Geral da Saúde.

Esta iniciativa está integrada no projeto "INcluir - OficINas para todos e para cada um", dinamizado pelo departamento de psiquiatria do HDS, com o objetivo de promover a interação entre os cidadãos, combater a exclusão social e o estigma da doença mental.

Ao longo do ano de implementação do projeto, “foi realizado um estudo de investigação em parceria com as escolas superiores de Saúde e de Gestão do Instituto Politécnico de Santarém (IPS), cujos resultados serão apresentados nestas jornadas, com um enfoque especial no impacto do projeto “INcluir” na diminuição do estigma da doença mental na comunidade.

Neste dia, será ainda lançado um livro em banda desenhada, com histórias de vida dos participantes das oficinas, intitulado “INcluir - 26 Histórias de Banda Desenhada”.

Coruche: Partida Sahara Desert Challenge | Fotos: João Dinis