chamusca natalmicromineiro slide

Politica

psd hospital

A situação financeira do Hospital Distrital de Santarém (HDS) é um caso emergente e com tendência a agravar-se dado o défice mensal superior a 2 milhões de euros. As contas são da concelhia e da distrital do PSD de Santarém, que reuniram a semana passada com a administração desta unidade de saúde.

Em comunicado enviado à Rede Regional, os sociais-democratas dizem que é necessário um reforço mínimo de 15 milhões de euros para 2019 “para que todos os serviços e a qualidade da prestação de cuidados de saúde não sofram alterações”.

Antevendo um cenário muito negro, os elementos do PSD garantem que se não houver mais dinheiro “a capacidade de fixação de médicos vai deteriorar-se, obras estruturais vão continuar paradas (como é exemplo o bloco operatório), os doentes vão continuar a ser tratados no privado e pagos através do orçamento do Hospital, as listas de espera vão continuar a atingir prazos inadmissíveis, e a situação de falta de fundos disponíveis vai atingir, a curto prazo, a maioria das despesas do Hospital, nomeadamente os serviços e bens mais essenciais”.

Outra das preocupações é a dívida do hospital a fornecedores. O PSD diz ter tido garantias do Conselho de Administração de que irão ser pagas até final do ano “uma grande parte das dívidas aos bombeiros”.

Os membros do Conselho de Administração reiteraram ainda que desconhecem qualquer tentativa de redução do Orçamento do HDS para 2019 e que tal seria uma condenação para o futuro deste hospital.

 

DEPUTADOS UNIDOS CONTRA ORÇAMENTO DE ESTADO?

À saída da reunião, o presidente da concelhia do PSD e da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, admitiu que se o Governo não reforçar o orçamento do HDS para 2019 em pelo menos 15 milhões de euros, de forma a viabilizar os vistos pendentes no Tribunal de Contas, o PSD vai desafiar os deputados eleitos pelo distrito a votarem contra o Orçamento de Estado, “sob pena de se tornarem cúmplices da política de desorçamentação da saúde e de colocarem em risco o direito constitucional à saúde dos habitantes do nosso Distrito”.

Já o presidente da distrital de Santarém do PSD, João Moura, referiu que a atual situação do Hospital Distrital de Santarém espelha a orientação política do atual Governo e maioria parlamentar, onde “o desinvestimento público, que atinge valores históricos e sem precedentes, acusa já consequências graves para a população de Santarém”.

NOTÍCIA RELACIONADA:

PSD disponível para apoiar fixação de médicos na região

ambulancia salvaterra2

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos já tem ao seu dispor uma nova ambulância destinada a prestação de cuidados de emergência médica.

A viatura, financiada integralmente pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, foi adquirida com base num protocolo de cooperação assinado entre as duas entidades que determina que o Município atribui à Associação, para aquele efeito, o valor total de 60 mil euros em 60 prestações mensais.

O Presidente da Câmara Municipal, Hélder Manuel Esménio, mostra-se satisfeito com a entrada em funcionamento deste novo equipamento a que se juntará, em princípio até ao final do corrente ano ou início do próximo, uma nova ambulância INEM, para a qual a autarquia se disponibilizou a custear o respetivo seguro e parte das despesas de manutenção.

O autarca lembra ainda que o município tem reforçado o apoio à Associação Humanitária, não só com o aumento da comparticipação financeira atribuída mas também com a disponibilização, todos os meses, de mil litros de gasóleo às viaturas de socorro dos Bombeiros Voluntários.

Desde 2014, a Câmara de Salvaterra comparticipou também financeiramente a aquisição de uma viatura de transportes de doentes não urgentes, outra de combate a incêndios urbanos, equipamentos de proteção individual para os bombeiros, bem como a realização de trabalhos de manutenção e conservação no quartel e a cedência de uma parcela de terreno para futuro alargamento do parque de viaturas da corporação.

torresnovasrequalificacaourbana

A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou a 1ª fase do estudo prévio para a reabilitação do Nogueiral, numa intervenção que consiste na requalificação do Largo José Lopes dos Santos, Rua do Caldeirão e Avenida dos Bombeiros Voluntários, bem como o “Laranjal” até à ligação com a Avenida Dr. João Martins de Azevedo.

“A zona em estudo é determinante ao nível dos diferentes equipamentos urbanos aqui localizados”, salienta uma nota de imprensa da autarquia, que dácomo exemplos o Teatro Virgínia, os Bombeiros Voluntários de Torres Novas, o Montepio Nª Sra. da Nazaré, o Edifício StartUp, o Centro Comercial, o centro cultural da antiga Central Hidroelétrica, o Convento do Carmo e o Quartel.

O espaço disponível para as várias intervenções tem aproximadamente uma área de 10.000 m² inclui diversas valências, como a criação de zonas verdes de enquadramento, estadia e recreio e a conceção de zonas exteriores para eventos culturais de pequena e média dimensão como espetáculos e apresentações.

“Com esta requalificação, o município procura valorizar o uso ativo da circulação pedonal e melhorar as zonas urbanas de fruição e lazer”, adianta ainda a nota da Câmara de Torres Novas, que um custo a rondar os 475 mil euros para a execução do projeto.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves