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Politica

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O cabeça de lista do PS às eleições para a Câmara de Santarém, Rui Barreiro, revelou que o partido admite cenários pré ou pós eleitorais de coligação com outras forças partidárias, replicando de alguma forma a coligação de esquerda [apelidada de geringonça] existente no Governo.

Questionado pela Rede Regional se esse cenário é possível em Santarém, Rui Barreiro respondeu que defende executivos pluripartidários e não afirmou que não põe de parte eventuais coligações, preferindo um cenário de negociações pós eleitorais, mas não colocando de lado uma eventual lista pré-eleitoral.

“Importante é ter gente disponível para trazer Santarém à rota do desenvolvimento”, afirmou, adiantando que é importante ouvir os cidadãos e contar com todos os contributos, mesmo de outras forças políticas.

Barreiro confirmou que já teve conversas com o movimento Mais Santarém mas explicou que não havia condições para avançar.

Questionado também pelo nosso jornal se vai reunir uma lista com nomes do tempo em que foi presidente ou de gente nova, Rui Barreiro respondeu que “haverá certamente de tudo” porque “no PS há muitas alternativas de qualidade”.

Barreiro revelou mesmo que quer ter as listas à Câmara, Assembleia Municipal e juntas de freguesia prontas durante o primeiro trimestre, garantindo que até ao 25 de Abril todos os nomes estarão “na rua”.

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O último presidente da Câmara de Santarém eleito pelo Partido Socialista, Rui Barreiro, confirmou esta terça-feira, 17 de janeiro, que vai ser o cabeça de lista do partido às eleições autárquicas deste ano na capital do distrito.

Um dia depois da Comissão Política Concelhia ter votado, favoravelmente e por aclamação, a sua candidatura, o ex-autarca, derrotado em 2005 por Francisco Moita Flores (PSD), diz que regressa mais velho, mais experiente e com melhor relacionamento com a governação.

"Já passei pelo Governo e sei melhor o caminho desses corredores", afirmou Rui Barreiro durante a apresentação pública da sua candidatura, esta tarde, na sede da concelhia, em São Domingos, onde justificou esta nova corrida à liderança da autarquia por "um imperativo de cidadania" e "por julgar que era importante ter uma alternativa" à atual liderança do PSD na Câmara de Santarém.

"Continua a existir um conjunto significativo de coisas por fazer", refere o candidato, elegendo o desenvolvimento económico, com a criação e fixação de empresas e empresários, e a captação de "massa cinzenta", como uma das principais prioridades para o concelho.

"O último grande investimento industrial em Santarém foi no meu tempo, com a instalação das Carnes Sonae", referiu, contrapondo com a saída de empresas como a Unicer e a Rical, na década que se viveu desde a sua saída.

Barreiro recordou também que deixou o projeto para um novo estádio municipal em andamento, que seria abandonado pela maioria do PSD, e que, de então para cá, não se construíram mais espaços desportivos municipais.

Sem querer identificar um "pecado" capital da gestão do PSD porque acha que os principais avaliadores serão os eleitores, que têm a noção clara do que foi não foi feito, Rui Barreiro não deixa de apontar que "tem faltado uma visão para Santarém".

"As soluções que têm aparecido são ao sabor da ocasião, afirmou, lamentando que o PSD de Santarém não tenha sido capaz de aproveitar os anos em que o PSD esteve no Governo do país para desenvolver o concelho.

 

Esquecimentos e anormalidades

Na conferência de imprensa em que apresentou a sua candidatura, Rui Barreiro destacou dois exemplos de inação e esquecimento da atual maioria social-democrata.

O primeiro prende-se com os cerca de 3 anos em que a Estrada Nacional 114 está cortada ao trânsito, e que, não sendo uma responsabilidade direta da autarquia, demonstra bem o que considera ser "a falta de articulação e persuasão" do executivo do PSD.

"Não é muito normal que uma capital de distrito esteja sem um acesso destes durante tanto tempo", acrescentou.

Já o esquecimento tem a ver com a ligação do concelho ao Rio Tejo, que Barreiro considera esquecida no Plano Diretor Municipal, em revisão desde 2006 e que só agora chegou à fase de consulta pública.

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O presidente da Câmara Municipal de Alpiarça foi absolvido de um crime de injúria agravada, apesar de ter sido dado como provado que Mário Pereira proferiu uma expressão vernácula durante uma reunião pública do município.

O Tribunal de Almeirim, onde a sentença foi lida esta segunda-feira, 16 de janeiro, considerou que a expressão “vai para o cara***” não tem qualquer “relevância penal”, uma decisão que, segundo sublinhou a juíza, vai de encontro à jurisprudência produzida sobre este tipo de casos.

A sentença refere que a expressão é “grosseira” e que revela “rudeza” e “falta de educação”, mas não atinge a honra e o bom nome de Francisco Cunha, o vereador da oposição que apresentou a queixa-crime contra Mário Pereira.

A juíza teve ainda em consideração que a mesma foi proferida no final de uma reunião de Câmara longa e conflituosa entre presidente e vereador, em “jeito de desabafo” e já numa fase de “cansaço emocional”.

Curiosamente, a decisão não agradou a nenhuma das partes.

“Estou satisfeito por ter sido absolvido, mas não me parece razoável ter ficado provado que eu disse aquela expressão, porque não foi isso que aconteceu”, afirmou à Rede Regional Mário Pereira.

Durante o julgamento, o presidente da Câmara de Alpiarça garantiu sempre que apenas disse “vai para o caraças”, mas o tribunal desvalorizou as suas declarações e das testemunhas de defesa que arrolou, considerando os seus depoimentos “comprometidos” e “pouco credíveis”.

“Não percebo como se absolve alguém depois de se dar como provado que os factos aconteceram tal como estavam descritos na acusação”, lamentou à Rede Regional Francisco Cunha, que ainda não decidiu se irá ou não interpor recurso da decisão.

Palavras grosseiras no final de uma reunião quente

Os factos em discussão neste julgamento remontam a setembro de 2014, quando, no final de uma reunião de Câmara bastante atribulada, o presidente Mário Pereira (CDU) terá mandado o vereador Francisco Cunha (Movimento “Todos Por Alpiarça) para a expressão em discussão nos autos.

Sentindo-se ofendido e desconsiderado, o vereador, depois de exigir um pedido desculpas público ao presidente da autarquia, apresentou queixa-crime no Ministério Público, que acabou por acusar Mário Pereira de um crime de injúria agravada com publicidade, uma vez que o episódio foi relatado, na altura, na imprensa nacional e regional.

Mais informação em:

Presidente da Câmara no banco dos réus por injúria agravada

A inaudível diferença fonética entre caraças e cara…!

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