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Politica

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CLÁUDIA COUTINHO (À DIREITA), COM RICARDO GONÇALVES E INÊS BARROSO

Cláudia Coutinho, eleita em quarto lugar (como independente) na lista do PSD à Câmara Municipal de Santarém, renunciou esta quarta-feira, 27 de junho, ao cargo de vereadora na autarquia, após dois pedidos de suspensão do mandato.

Numa carta dirigida ao presidente da autarquia, Cláudia Coutinho justifica a renúncia por questões da sua vida pessoal, nomeadamente o ter que permanecer fora de Portugal, por tempo que não consegue determinar.

Recorde-se que Cláudia Coutinho vive atualmente em Luanda, Angola, com os dois filhos menores e o marido, Carlos Coutinho, ex-administrador das empresas municipais Scalabisport (Santarém) e Desmor (Rio Maior), que atualmente gere o complexo desportivo do Clube Desportivo 1º de Agosto, ligado às forças armadas angolanas.

Na carta, a agora ex-vereadora, agradece a confiança que Ricardo Gonçalves depositou em si e a oportunidade e a experiência que viveu - entre os momentos de campanha e partilha de ideias – e que a levou a entender, vivamente, as freguesias, os lugares, as instituições, as empresas inovadoras e os empresários empreendedores que existem em Santarém.

“Também porque a simpatia, a solidariedade, a amizade e a afinidade dos escalabitanos foram e são parte integrante do meu crescimento, devo um pedido de desculpa a todos os que me deram alento, acreditaram e confiaram em mim desde o primeiro momento até à eleição. O alinhamento da minha vida pessoal, desde que aceitei fazer parte da lista, alterou-se; e levou-me a viver, até aqui, um grande dilema”, refere Cláudia Coutinho.

“Eu que cresci a admirar a política, o serviço cívico, as pessoas que se entregam à causa pública, com convicção, carácter, liberdade e sentido; e tentei chegar à solução certa, que fosse capaz de conciliar a palavra dada (o modo como as coisas são) com o modo como as coisas devem ser (os meus valores)”, acrescentou.

Cláudia Coutinho assume a responsabilidade da renúncia ao cargo, decisão que, sublinha, “ainda que muito séria e dolorosa, não poderia deixar de tomar pela dinâmica a que a vida me obrigou. Uma decisão difícil, mas que cumpre, integralmente, a total honestidade e razão de dever íntegro: verdadeiros alicerces da prática da política e da sociedade”.

tancos base aerea

O Presidente da Distrital do PSD de Santarém, João Moura, anunciou esta segunda-feira, 25 de junho, em Fátima, que uma das bandeiras no topo da sua agenda política será a defesa da Base aérea de Tancos como alternativa à construção do novo aeroporto do Montijo.

Na primeira Assembleia Distrital do PSD de Santarém após as eleições de 5 de maio de 2018, João Moura defendeu que a criação de um "Terminal 3" do Aeroporto de Lisboa nesta localização é uma opção que, estranhamente, nunca foi equacionada, apesar de ser aquela que melhor serve os interesses do país, garantindo a extensão da vida útil do aeroporto de Lisboa, com um investimento público reduzido e que contribui para o desenvolvimento do interior do país.

"Tancos está a 10 minutos do nó ferroviário do Entroncamento e a 2 minutos da A23 que juntamente com a A1 permitem chegar à capital num tempo médio abaixo da média dos aeroportos da generalidade das capitais europeias", refere um comunicado do partido, que acrescenta que "Tancos pode ser uma alternativa viável compatível com a capacidade financeira atual do País e que, num curto espaço de tempo, poderá estar a funcionar e a servir não apenas Lisboa, mas também o interior do País".

Os novos cortes do Governo em matéria de contratos de associação e a situação do Hospital de Santarém foram outros dos assuntos discutidos.

 

Autarcas do Médio Tejo também querem saber o futuro do Tancos

Na sexta-feira, 22 de junho, os autarcas do Médito tejo tomaram também uma posição conjunta a exigir uma definição política clara e objetiva para esta infraestrutura aeronáutica essencial para a região e para o interior.

"Queremos a Força Aérea novamente em Tancos até pela sua centralidade e para uso para dos meios da Proteção Civil", refere um comunicado da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), que considera que esta é "uma grande oportunidade para valorizar o interior".

"As infraestruturas em Tancos estão a perder a sua capacidade e operacionalidade. As suas pistas, a maior com 2440 metros de comprimento, necessitam, urgentemente, de obras de conservação e manutenção", acrescenta o mesmo comunicado.

"Caso não seja a opção para recolocação da Força Aérea em Tancos, que se permita a viabilização de forma clara e inequívoca da utilização civil-militar desta infraestrutura", defendem os autarcas, argumentando que existem grupos privados interessados na sua exploração, há um suporte de rede de autoestradas e itinerários principais na nossa região, A13 e A23, uma estação de caminhos-de-ferro (Almourol-Tancos) e o nó ferroviário central do pais, no Entroncamento, bem como uma plataforma logística na região (Riachos-Torres Novas-Entroncamento) e um tecido empresarial com penetração no mercado internacional, de que são exemplo a indústria automóvel, os curtumes, os têxteis, a exploração florestal, a madeira, o mobiliário e o papel.

cartaxo festas

O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro e o presidente da União de Freguesias de Cartaxo e Vale da Pinta Délio Pereira, queixaram-se ao Diretor Regional da EDP, Miguel Santos, das “inúmeras falhas de energia, em especial na iluminação pública”, que consideram ter prejudicado “o normal desenvolvimento”, do programa das Festas da Cidade, que decorreram de 21 a 24 de junho, no centro do Cartaxo.

Os autarcas querem explicações sobre as razões das falhas ocorridas, que “apesar de terem sido oportuna e insistentemente comunicadas ao piquete da EDP”, este não ter conseguiu resolvê-las.

Segundo os representantes das duas autarquias, a falta de solução para as falhas de energia terá “causando prejuízo, embaraço e transtorno no decurso das festividades”, o que determina a reivindicação por parte de Pedro Magalhães Ribeiro e de Délio Pereira, para que a EDP preste “informações sobre as causas que determinaram a ocorrência desta situação”.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis