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Afinal o que se passa com o projecto do novo Hospital da Luz, em Santarém? A pergunta foi feita esta segunda-feira, 13 de novembro, pelo vereador socialista Rui Barreiro, que questionou o presidente da autarquia sobre o ponto da situação deste processo, um dos temas que mais polémica provocou no período pré-eleitoral e eleitoral.

"Tanta urgência e passado quase um ano, com maioria absoluta, o assunto ainda não foi aprovado", resumiu Rui Barreiro, recordando que o assunto, que era considerado de urgente, ainda não foi agendado para discussão, apesar de já terem sido realizadas duas reuniões.

Na resposta, Ricardo Gonçalves (PSD) disse que o assunto está a seguir o seu caminho, com ambas as partes (autarquia e promotor) a resolverem algumas questões que estão em aberto. O autarca garantiu que o assunto vai "em breve" à reunião de câmara, "tal como outras matérias chumbadas pelo PS".

 

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Catarina Pinheiro do Vale, vereadora na Câmara Municipal de Benavente, é a primeira mulher a integrar o Conselho de Administração da empresa intermunicipal Águas do Ribatejo, que gere o abastecimento e o saneamento em 7 concelhos do distrito de Santarém.

Nas eleições, realizadas na tarde desta sexta-feira, 10 de novembro, Francisco Oliveira, presidente da Câmara de Coruche, que liderava a única lista, aprovada por unanimidade, foi eleito presidente, mantendo-se Pedro Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, como vogal, função que será igualmente exercida por Catarina Vale.

A decisão dá cumprimento à Lei 62/2017, que obriga a que a administração das empresas do setor público tenha pelo menos um terço de elementos de cada sexo a partir de janeiro.

Quanto à Assembleia Geral, continuará a ser presidida pelo presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Pedro Ribeiro, enquanto Paulo Queimado, presidente da Câmara Municipal da Chamusca, continuará a ser o secretário da assembleia.

Todos os cargos são desempenhados sem direito a remuneração mantendo a tradição desde a fundação da empresa em 2007.

O novo mandato tem como prioridade a garantia da sustentabilidade da empresa mantendo ou reforçando a segurança e qualidade nos sistemas de abastecimento e de saneamento de águas residuais.

 

Tarifário acompanha inflação e vão ser inauguradas duas novas ETAR

Na reunião de hoje foi aprovado o novo tarifário da Águas do Ribatejo para o ano de 2018, que terá apenas “ligeiras atualizações”. Segundo a proposta aprovada por todos os sete municípios, a atualização têm por base a inflação e irá traduzir-se  num aumento de poucos cêntimos na fatura a pagar pelos clientes a partir do final de janeiro do próximo ano.

A assembleia vincou a preocupação de manter os tarifários sociais e para famílias numerosas, com mais de quatro pessoas, garantido o acesso de todos à agua da rede e beneficiando as famílias de menores recursos.

Até ao final do ano serão inauguradas duas novas ETAR, em Benavente e Samora Correia, e irá iniciar-se uma empreitada de 4,6 milhões de euros para a nova ETAR e sistema de saneamento da Freguesia de Samora, incluindo os lugares de Porto Alto e Arados.

No concelho de Torres Novas estão em curso obras no valor de 12 milhões de erusos com realce para os Sistemas de Saneamento da Chancelaria/ Pedrógão e Lapas São João da Ribeira.

Na reunião foi reforçada a preocupação de todos os autarcas quanto às consequências da seca.

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Duarte Marques, deputado do PSD eleito pelo círculo de Santarém, considera um “crime ambiental” a redução das verbas para as entidades fiscalizadoras do sector do ambiente, que estão previstas no Orçamento de Estado para 2018.

Segundo o deputado, o OE2018 para o Ministério do Ambiente “reduz as verbas da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em 4,4% e aumenta as da IGAMAOT em 7,7%, o que é apenas o valor relativo à reposição de rendimentos e salários”.

Para Duarte Marques, é uma falácia dizer que o orçamento do ambiente sobe 39%, quando “esses aumentos vão quase na totalidade para o Metro de Lisboa (124%), Metro do Porto (40%) e para o Pólis da Caparica (214%)”.

“O discurso do governo não tem nada a ver com o orçamento que propõe, a fiscalização será ainda menor em 2018”, considera Duarte Marques, acusando o executivo de ter “mais pressa em suspender a licença de uma discoteca que prevarica do que uma empresa que polui”.

O mais recente episódio de poluição no rio Tejo, que provocou a morte de milhares de peixes, levou o deputado de Mação a voltar a questionar o ministro João Matos Fernandes pela falta de ação no combate a este flagelo, lembrando-o também dos problemas de poluição em Torres Novas e Alcanena.

“Se alguém que investir no combate á poluição não pode ter este tipo de prioridades, é preciso reforçar a fiscalização de imediato. O discurso do governo não corresponde às opções que faz no orçamento” afirma Duarte Marques.

Futebol: Jogo Coruchense x Mondenense | Fotos: João Dinis