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Politica

A proposta do PAN (Pessoas - Animais - Natureza) que propunha a abolição das touradas em Portugal foi rejeitado esta sexta-feira, 6 de julho, ao final da manhã, na Assembleia da República, ficando-se pela discussão na generalidade.

O único deputado do PAN, André Silva, afirmou que nenhum partido que se diz progressista e defenda que deve continuar a haver touradas pode dizer que apanhou o comboio do progresso, afirmando que para a maioria do parlamento, os falaciosos interesses económicos por trás da tauromaquia valem mais do que padrões éticos.

Em oposição, o deputado socialista Hugo Costa, e leito por Santarém, manifestou a discordância com o projeto de proibição radical do PAN, cuja aprovação levaria a conflitos desnecessários e poria portugueses contra portugueses.As touradas, defendeu, são reconhecidamente parte da cultura popular portuguesa e é dever do Estado proteger as manifestações culturais.

Ao todo, votaram contra a proposta do PAN a maioria das bancadas do PSD e do PS, o CDS-PP e o PCP. A favor votou André Silva, Bloco de Esquerda, PEV, oito deputados socialistas e um social-democrata.

Oito autarquias da região são contra o fim das touradas

Este chumbo à proibição das touradas vai de encontro aos desejos dos municípios com atividade taurina, que já ontem tinham criticado a proposta.

Este estas autarquias estão 11 municípios da região - Almeirim, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Salvaterra de Magos, Santarém, Tomar e Vila Nova da Barquinha, que sustentam que impedir ou proibir manifestações culturais é uma violação da Constituição.

A Câmara de Coruche enviou mesmo uma nota às redações, assinada pelo presidente da Francisco Oliveira, onde se pode ler que "para os municípios com atividade tauromáquica, fica claro que o objetivo do PAN é impor na sociedade portuguesa uma visão que não corresponde ao sentimento da comunidade e tão pouco respeita a pedra basilar da democracia representativa que deve assegurar a prossecução dos interesses das populações".

"A preocupação que assiste aos municípios com atividade taurina é refletida também pelas suas populações, que esperam que os seus autarcas sejam defensores do valor da liberdade de escolha em função da sua história, da sua cultura e da sua identidade muito própria", conclui Francisco Oliveira.

tejo abrantes

A federação distrital de Santarém do PS saudou esta quinta-feira, 5 de julho, a aprovação, em Conselho de Ministros, do Plano de Ação Tejo Limpo, que estrutura as operações de fiscalização e de gestão de informação na bacia hidrográfica do rio Tejo.

“A Operação Tejo teve uma primeira fase, que se destinou a travar a poluição do rio; uma segunda fase que tem como objetivo assegurar a limpeza do rio, através da retirada de lamas (ainda em curso); e tem agora uma terceira fase, destinada a prevenir ações de poluição”, explicam os socialistas em comunicado.

No mesmo documento, explica-se que “esta terceira fase da Operação Tejo vem assim dar resposta não só à situação de emergência em que o rio se encontrava, mas também às reivindicações da população e da Federação de Santarém do Partido Socialista, que há muito vem trabalhando no sentido de propor soluções que devolvam o rio à natureza e que previnam a poluição”.

O Deputado António Gameiro, Presidente da Federação, considera que “este é um importante passo no sentido de apoiar o desenvolvimento do Ribatejo, que tem no próprio rio Tejo um dos seus maiores recursos, que lamentavelmente tem vindo a ser destruído perante a passividade das autoridades”.

Para António Gameiro, “isto significa o envolvimento dos autarcas dos concelhos ribeirinhos, dos agentes económicos e de muitas outras instituições num compromisso de preservação da qualidade do rio Tejo, através da implementação de ações de fiscalização preventiva”.

Este Plano contempla a contratação de 5 novos Vigilantes da Natureza, a utilização de uma plataforma de monitorização digital, e a aquisição dos meios necessários ao desenvolvimento das operações no terreno, sejam barcos, viaturas, ou outros equipamentos. Ao todo, ao longo de 4 anos serão investidos cerca de 2,5 milhões de euros, financiados pelo Fundo Ambiental.

chamusca almourol

A Câmara Municipal da Chamusca aprovou um conjunto de quatro projetos impactantes para o concelho nas áreas da cultura, turismo e promoção local, num esforço financeiro que rondará os 2 milhões de euros.

As candidaturas foram submetidas à linha de apoio do Turismo de Portugal do Programa Valorizar e o Centro de BTT do Arripiado é o primeiro a receber sinal verde, com a aprovação da candidatura à linha de apoio, num valor de 24.357,04€, com co-financiamento a 90%.

A remodelação do Cais de S. Marcos, no Arripiado, freguesia da Carregueira é outro projeto de intervenção que visa a requalificação da infraestrutura existente, criando um cais capaz de promover a atividade turística local, nomeadamente passeios ao longo do rio Tejo e a visita à ilha do Castelo de Almourol.

A execução deste projeto está orçamentada em 596.933,29€ e a candidatura à linha de apoio do Turismo de Portugal já foi submetida, aguardando-se o seu resultado.

O presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, explica que o objetivo é “viabilizar o acesso e desfrute dos recursos patrimoniais e culturais, a todos, sem constrangimentos ou limitações, sobretudo num concelho envelhecido”, como a Chamusca.

O autarca diz ainda que o projeto poderá criar, pelo menos, 4 postos de trabalho, para assegurar o desenvolvimento deste projeto, boas notícias, num concelho com um fraco índice de oportunidades de emprego.

Diretamente ligado à remodelação do Cais de S. Marcos está o Parque dos Amores Impossíveis, outro projeto a implementar numa área de cerca de 40.000 m2, na aldeia do Arripiado.

Paulo Queimado revela que este projeto tem uma estimativa de custos na ordem dos 600.000,00€, um projeto que, esclarece, “pretende tornar-se num parque de referência para todo o país, uma vez que apresentará além de outras características, áreas de estímulo sensoriais, caracter inovador, que se prevê, atraia as escolas do distrito e de outros circundantes, bem como apreciadores de turismo ativo, rural e de lazer”.

Além desta aposta na Aldeia do Arripiado, justificável pelas suas características ribeirinha e pitoresca, muito atrativas ao turismo e, foco de interesse para empreendedores, nesta área de negócios, a autarquia vai investir igualmente no antigo Centro de Artesanato da Chamusca.

Neste caso, trata-se de um projeto que vai além da promoção turística, alcançando também, as áreas da cultura e da arte. A Casa das Artes, assim será denominada, pretende ser, segundo Paulo Queimado, “uma espécie de incubadora, onde se prevê, nasçam ideias de negócios, no âmbito das artes e da cultura”.

A remodelação do edifício custará 819.232,63€. O espaço acolherá o futuro Posto de Turismo e outras valências, nomeadamente uma sala multiusos com um pequeno auditório polivalente, loja, bar, ateliers, sala de reuniões, entre outras.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis