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O secretário de Estado do Ambiente afirmou esta segunda-feira, 29 de janeiro, que ainda são desconhecidos os responsáveis pelo surgimento do manto de espuma branco no Tejo, na zona de Abrantes, explicando, ao mesmo tempo, que todas as medidas tomadas são apenas de precaução.

“Ainda não sabemos quais foram as causas deste evento. Estamos a estudá-las e a tomar medidas de precaução para chegar à fonte”, afirmou Carlos Martins, que hoje esteve no açude de Abrantes, revelando que as análises estarão concluídas na quarta-feira e a avaliação causa efeito na próxima semana.

O governante referiu ainda que foram criados mais dois postos de monitorização à qualidade da água do Tejo e reduzido o intervalo de tempo entre cada medição. “Eram cinco postos que faziam uma monitorização a cada 48 horas e agora fazem um controlo diário”, adiantou.

Já sobre as medias impostas à empresa Celtejo, para que reduzisse as suas emissões para o rio Tejo, Carlos Martins garante que as mesmas estão a ser cumpridas mas nada têm a ver com qualquer desconfiança.

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Vários deputados do PSD acusaram esta quinta-feira, 25 de janeiro, o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, de “inação” no combate à poluição do rio Tejo, responsabilizando-o por grande parte da “tragédia atual” em que o rio se encontra, com níveis de poluição aparente nunca antes vistos.

Numa carta de dez perguntas, os deputados Duarte Marques, Nuno Serra, Teresa Leal Coelho, Luis Leite Ramos, Bruno Coimbra e José Carlos Barros recordam que propuseram mais meios humanos e técnicos para fiscalizar o rio, proposta que foi rejeitada pelo Governo que disse sempre que os meios existentes eram suficientes.

“Em audiência na Comissão Parlamentar do Ambiente, o Inspetor-geral confirmou que os meios disponíveis eram suficientes”, refere o PSD em comunicado, concretizando que, assim sendo, “não se percebe como não se conseguem evitar as repetidas descargas poluentes no rio Tejo”.

Duarte Marques, eleito pelo círculo de Santarém, questiona “como é possível que o rio volte a estar neste estado, sem o Ministério conseguir encontrar os responsáveis nem obrigá-los a parar”.

“O rei vai nu no ambiente em Portugal e em particular no rio Tejo”, refere o mesmo deputado do PSD, que acrescenta ter dúvidas que os colaboradores da Agência Portuguesa do Ambiente e da Inspeção Geral do ambiente concordem ou se revejam “na (in)ação dos seus responsáveis e em particular do Ministro do Ambiente”.

“Faz mais um simples guarda prisional pela monitorização do rio Tejo que a APA, a IGAMAOT e o Ministério do Ambiente”, concluem os deputados, numa referência a Arlindo Consolado Marques, o ambientalista que mais tem denunciado a poluição no rio.

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O mau estado de conservação da Estrada Nacional 367 foi um dos assuntos debatidos numa reunião entre a Câmara de Salvaterra de Magos e a Infraestruturas de Portugal (IP), empresa que é responsável pela manutenção desta via.

Lembrando que esta estrada serve 10 mil pessoas, o presidente da autarquia, Hélder Esménio, sublinhou que é a Câmara Municipal que está, neste momento, a proceder à construção de passeios e estacionamentos, desde o cruzamento da EN118 com a Estrada Militar, em Marinhais, e que irá também responsabilizar-se por alcatroar as bermas danificadas por esta intervenção.

No encontro, a Câmara de Salvaterra mostrou-se disponível para repavimentar metade da via, numa extensão de 800 metros, desde que a IP assegure a outra metade, uma possibilidade que a empresa ficou de avaliar.

Em relação à EN114-3, o autarca considerou urgente a sua requalificação, uma vez que a mesma liga duas sedes de concelho e o nó da A13 tendo a IP respondido que tem previsto elaborar um projeto para uma intervenção na via sem alteração do perfil da mesma.

A Estrada Nacional 118 e a questão da ponte Rainha D. Amélia, que apresenta problemas de sustentabilidade e atravessamento, também estiveram em cima da mesa.

Sobre a ponte, a IP solicitou o envio de toda a informação relativa a levantamentos feitos à estrutura e às fundações, para que possam efetuar a avaliação técnica da situação.

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