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IMAGEM DE ARQUIVO / ILUSTRATIVA

A Câmara Municipal de Santarém aprovou esta segunda-feira, 10 de dezembro, com 5 votos a favor do PSD e 4 votos contra do PS, a proposta de atualização do tarifário de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) para 2019.

A maior alteração prende-se com a forma de cálculo do tarifário que, por recomendação da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), terá de cobrir os custos totais do serviço de recolha, tratamento e eventual valorização, e que deixa de estar indexado a escalões, dividindo-se agora por duas componentes: uma tarifa diária de disponibilidade do serviço e uma tarifa variável com um valor fixo por metro cúbico de água consumido.

Assim, um utilizador doméstico, que tenha caixote do lixo até 100 metros (zonas urbanas) ou até 200 metros (zonas rurais), pagará de tarifa de RSU um valor de 0,0490 €/dia de disponibilidade do serviço (1,47€/mês), a que acrescerá 0,1740 € por cada metro cúbico de água consumida.

Como exemplo, uma família que consuma 6 metros cúbicos de água pagará cerca de 2,5 € de RSU, valor que, neste caso, será inferior aos 2,71 que paga no 2º escalão do tarifário de 2018. Se a mesma família consumir apenas 3 metros cúbicos pagará 1,99 euros em vez dos mesmos 1,34 que pagava anteriormente. Já os consumidores não domésticos terão, na sua maioria, uma redução significativa do valor a pagar.

A estes valores há ainda a juntar a Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) que terá um valor de 0,0235€ por metro cúbico de água consumido.

 

CUSTOS IRÃO AUMENTAR NOS PRÓXIMOS ANOS

O aumento do custo do tratamento dos resíduos em aterro (a tarifa da Resitejo por tonelada de RSU entregue em aterro passou de 32 euros, em 2016, para 40 euros em 2017), valores que deverão aumentar no futuro, levaram a que a câmara tenha proposto um aumento faseado até 2022, diluindo o impacto já em 2018.

No entanto, além do aumento do valor, há novas dificuldades que se colocam, entre elas os custos da reciclagem. Para se ter uma ideia, segundo os dados avançados pelo vereador Jorge Rodrigues, responsável pelo pelouro da Higiene e Resíduos Sólidos Urbanos, o papel, que antes valia 80 euros por tonelada, agora vale apenas 20 euros.

Numa outra vertente, resíduos que anteriormente eram pagos pelas cimenteiras, agora acabam por não ser valorizados, uma vez que países como a Alemanha e a Itália chegam a pagar 75 euros por tonelada para que os seus resíduos sejam valorizados em Portugal.

 

PS DEFENDE CAMPANHAS DE SENSIBILIZAÇÃO

Sem questionar os valores das tarifas, o PS acabou por votar contra o tarifário por defender uma outra política ambiental no município, em que se dê mais importância às campanhas de sensibilização dos consumidores.

"As pessoas têm de saber que vão pagar mais porque reciclam pouco", referiu o vereador José Augusto.

O presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves, disse concordar com estas campanhas mas diz que isso não será suficiente para baixar os preços tendo em conta as enormes dificuldades em conseguir valorizar os resíduos.

Comentários   

 
0 #1 Humberto 11-12-2018 17:52
Como ja e habito roubar e o lema...
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Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves