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A associação cívica Mais Santarém entregou esta segunda-feira, 2 de julho, aos eleitos do executivo municipal, um documento com 12 propostas para a reabilitação do Campo Emílio Infante da Câmara.

As propostas resultaram de um debate promovido pela associação nos últimos meses que juntou, em momentos distintos, personalidades da cidade e técnicos relacionados com engenharia, arquitetura e urbanismo.

Entre as propostas está a elaboração de um Plano Estratégico (PE) para o Campo Emílio Infante da Câmara (CEIC), definindo as principais opções para a sua ocupação, não descurando a sua interligação num plano mais vasto que defina o futuro urbanístico da cidade a médio/longo prazo.

Para os participantes do estudo, o espaço deverá ser de pouca densidade de construção e ter mais espaço verde de utilização multifuncional de modo a ter um uso transversal para todos os níveis etários, incluindo alguns equipamentos públicos que sejam considerados vitais para o concelho, por exemplo: uma sala de espetáculos para 400/500 espetadores, o Arquivo Municipal e a Biblioteca Municipal.

No mesmo documento, é proposto que tanto a Casa do Campino, como a Praça de Touros, sejam considerados pré-existências, devendo a Câmara de Santarém dialogar com a Santa Casa da Misericórdia e tentar que se resolva o problema da Monumental Celestino Graça com a brevidade possível. Ainda assim, a pré-existência da praça de touros, não deverá condicionar o desenvolvimento e execução do Plano Estratégico e do Programa Funcional.

Entre as 12 medidas está ainda a suspensão imediata do processo de requalificação da Av. Afonso Henriques e o início do debate com feirantes e outros interessados, sobre a deslocalização da feira quinzenal que, a prazo, não deverá continuar no CEIC, pelo menos nos moldes em que é apresentada atualmente.

O Campo Chã das Padeiras deverá ser considerado como espaço desportivo a manter com as atuais funcionalidades, ainda que provisoriamente, mas sem ser um condicionante ao programa funcional.

Os autores do documento querem defendem ainda que seja constituído um Conselho Consultivo para acompanhamento de todo o processo de transformação do espaço, formado por associações, profissionais e outros cidadãos interessados.

Comentários   

 
0 #3 Bruno Gonçalves 13-08-2018 11:21
Considero uma boa alternativa àquilo que é um espaço de alcatrão, sendo que a cidade a meu ver deveria apostar tudo em projetos ecológicos, esta cidade pode e deve explorar as vertentes eco-turismo e tecnologia, assim como ,tendo em vista uma melhor qualidade de vida dentro da mesma, deve deve explorar a sua história recente fazendo desta cidade um ponto verde, capital do gótico, liberdade e do eco-empreendedo rismo, virando-se para Tejo. Não me oponho à edificação se esta passar pelo reaproveitament o da já existente ou mandando a baixo a que já lá está a mais, não roubando muito do pouco espaço verde que esta cidade hoje oferece e que pode ali ser construído, tendo sempre em atenção o quase nulo estacionamento gratuito. Relembro que somos a capital de distrito mais ao centro do pais, com excelentes acessibilidades e a 70km tanto de Lisboa como de Leiria, dai considerar uma vergonha o pouco desenvolvimento desta cidade.
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0 #2 António Rocha Pinto 05-07-2018 14:45
Esclareço, que participei numa reunião, que foi alocada aos técnicos e que não subscrevo as propostas de construção de uma biblioteca e menos ainda de uma sala de espéculos. Entedo, pelo contrário, que deve ser apenas um parque verde e quanto a construções haverá que retirar as que já estão a mais. No limite aproveitar o piso 0 das construções inacabadas para implementar serviços de apoio ao parque.
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0 #1 Susana Maria Cordeir 03-07-2018 16:57
Como apaixonada pela "minha cidade" permitam discordar com algumas soluções (salvaguardando o facto de não conhecer as propostas). A sala de espectáculos já existe e é um fantasma que paira na cidade há longos anos...que tal a recuperação o Rosa Damasceno e revitalização do espaço envolvente. Propor a deslocalização da biblioteca é porque têm, um plano de reutilização do atual edificio? É que o que não falta são espaços fantasmas, a cair e sem uso definido e do interesse dos scalabitanos... ...pergunto eu também aos autores da proposta: e um plano para a EPCSanatrém? Que tal - e ai sim- uma centralização dos serviços camarários, até quem sabe a própria câmara, aproveitando, então sim - o atual palácio para um museu municipal com aproveitamento dos jardins (desculpem, mato existente!). Solução para o campo EIC: Algo que nos traga o uso para o qual serviu durante tanto tempo e as memórias do que é ser Ribatejano: um espaço de lazer e contemplação, com a criação de um pulmão verde?
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