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tancos base aerea

O Presidente da Distrital do PSD de Santarém, João Moura, anunciou esta segunda-feira, 25 de junho, em Fátima, que uma das bandeiras no topo da sua agenda política será a defesa da Base aérea de Tancos como alternativa à construção do novo aeroporto do Montijo.

Na primeira Assembleia Distrital do PSD de Santarém após as eleições de 5 de maio de 2018, João Moura defendeu que a criação de um "Terminal 3" do Aeroporto de Lisboa nesta localização é uma opção que, estranhamente, nunca foi equacionada, apesar de ser aquela que melhor serve os interesses do país, garantindo a extensão da vida útil do aeroporto de Lisboa, com um investimento público reduzido e que contribui para o desenvolvimento do interior do país.

"Tancos está a 10 minutos do nó ferroviário do Entroncamento e a 2 minutos da A23 que juntamente com a A1 permitem chegar à capital num tempo médio abaixo da média dos aeroportos da generalidade das capitais europeias", refere um comunicado do partido, que acrescenta que "Tancos pode ser uma alternativa viável compatível com a capacidade financeira atual do País e que, num curto espaço de tempo, poderá estar a funcionar e a servir não apenas Lisboa, mas também o interior do País".

Os novos cortes do Governo em matéria de contratos de associação e a situação do Hospital de Santarém foram outros dos assuntos discutidos.

 

Autarcas do Médio Tejo também querem saber o futuro do Tancos

Na sexta-feira, 22 de junho, os autarcas do Médito tejo tomaram também uma posição conjunta a exigir uma definição política clara e objetiva para esta infraestrutura aeronáutica essencial para a região e para o interior.

"Queremos a Força Aérea novamente em Tancos até pela sua centralidade e para uso para dos meios da Proteção Civil", refere um comunicado da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), que considera que esta é "uma grande oportunidade para valorizar o interior".

"As infraestruturas em Tancos estão a perder a sua capacidade e operacionalidade. As suas pistas, a maior com 2440 metros de comprimento, necessitam, urgentemente, de obras de conservação e manutenção", acrescenta o mesmo comunicado.

"Caso não seja a opção para recolocação da Força Aérea em Tancos, que se permita a viabilização de forma clara e inequívoca da utilização civil-militar desta infraestrutura", defendem os autarcas, argumentando que existem grupos privados interessados na sua exploração, há um suporte de rede de autoestradas e itinerários principais na nossa região, A13 e A23, uma estação de caminhos-de-ferro (Almourol-Tancos) e o nó ferroviário central do pais, no Entroncamento, bem como uma plataforma logística na região (Riachos-Torres Novas-Entroncamento) e um tecido empresarial com penetração no mercado internacional, de que são exemplo a indústria automóvel, os curtumes, os têxteis, a exploração florestal, a madeira, o mobiliário e o papel.

Comentários   

 
0 #1 Armando Mafra 28-06-2018 15:58
Há mais de 25 anos que defendo esta solução.
Já alguém estudou o destino e a origem dos passageiros que partem e chegam ao aeroporto de Lisboa?
Quando se fala em descentralizaçã o imaginem o importante que era para toda a região centro.
Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Abrantes, Tomar, Torres Novas, Santarém, Fátima, Leiria entre tantas outras. Quantas pessoas representa esta região?
Já agora ponderem para alem de passageiros a carga ...
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