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Depois de chumbado duas vezes pela oposição (PS e CDU) no anterior mandato, a Câmara de Santarém aprovou esta segunda-feira, 18 de Junho, o lançamento do concurso público internacional para a “concepção, construção e concessão da exploração de um crematório no cemitério dos Capuchos”.

Valendo-se do facto de ter maioria absoluta neste mandado, o PSD apresentou um projeto em quase tudo semelhante ao anterior, que voltou a contar com os votos contra do PS (4), mas foi aprovado pelos 5 vereadores do PSD.

“É um processo natural e necessário”, explicou o vereador com o pelouro dos Cemitérios, Jorge Rodrigues, salientado o facto de atualmente ainda não haver nenhuma obra semelhante no distrito e da construção do crematório ir libertar muito espaço no lotado Cemitério dos Capuchos, permitindo que o seu tempo de exploração aumente consideravelmente.

O presidente da Câmara, Ricardo Gonçalves, reforçou que o crematório tem de ficar junto ou no interior de um cemitério e destacou a poupança para as famílias que pretenderem cremar os seus entes queridos.

Revelando que 326 corpos mumificaram nos últimos anos, o autarca disse que com o crematório será possível aumentar a vida útil do cemitério em mais de 20 anos, valor que Jorge Rodrigues e os técnicos da autarquia acreditam poder ser ainda maior. “Fica autossustentável”, garantiu mesmo Jorge Rodrigues.

“Não consigo aceitar que se diga que tem de ser um novo. Temos estudos que apontam que para um novo cemitério com crematório teríamos de gastar cerca de um milhão e 600 mil euros. Temos de ser racionais”, disse, contrariando a opinião de Rui Barreiro (PS), que considerou que esta solução “é um erro” e que se deveria optar pela construção de um novo cemitério e crematório na periferia da cidade, evitando assim os constrangimentos do acesso ao atual cemitério.

O PSD garante que as obras na avenida António dos Santos vão resolver o problema dos acessos e que ainda vai ser criada uma bolsa de estacionamento junto à nova infraestrutura.

“A câmara gasta zero euros e só cede 380 metros quadrados por 30 anos”, lembrou Ricardo Gonçalves, salientado ainda os ganhos com a gestão do cemitério. “Acho convictamente que isto é o melhor para o concelho”, disse.

Os argumentos não convenceram o PS. Rui Barreiro criticou ainda o facto de não ser o município a explorar o crematório, ao contrário de outros projetos, como o de Almeirim, que também avançará em breve.

“Estamos disponíveis para votar favoravelmente um novo crematório mas nunca naquele local”, conclui Rui Barreiro.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis