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A Câmara de Santarém vai deixar de estar sujeita aos condicionalismos do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) já no final deste mês, uma situação que vai permitir baixar vários impostos, entre os quais o IMI, já em 2019.

A garantia foi dada esta segunda-feira, 18 de maio, pelo presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, após a aprovação do Relatório e Contas Consolidado de 2017 e a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo para exclusiva aplicação na liquidação antecipada do empréstimo do PAEL.

“Hoje é um dia muito importante para Santarém”, disse Ricardo Gonçalves, explicando que com este empréstimo a autarquia vai poupar quase dois milhões de euros nos próximos 15 anos (prazo do empréstimo), sendo que a poupança deste ano será de 246 mil euros.

O autarca revelou que com as várias renegociações de empréstimos nos últimos meses, a Câmara de Santarém pouco mais de 7 milhões de euros.

No caso deste empréstimo agora renegociado, no valor de 18,5 milhões, a autarquia estava a pagar ao Estado uma taxa de 3%, valor que baixou para 1,84 por% com a proposta vencedora, avançada pelo BPI.

Além de poder avançar, a partir de 2019, com a prometida redução dos impostos municipais, Ricardo Gonçalves salientou o facto de a autarquia pagar agora a cerca de 10 dias aos seus fornecedores, ao mesmo tempo que se libertam verbas para comparticipar obras apoiadas por fundos comunitários, havendo também uma maior disponibilidade para apoiar agentes desportivos, culturais e empresariais.

O PS, que se absteve na questão das contas consolidadas, aprovou o empréstimo com o vereador Rui Barreiro a mostrar-se “muito satisfeito com poupança gerada” e a assumir que quando o PS está disponível para votar favoravelmente a baixa do IMI.

 

Dívida consolidada é de 81,3 milhões

A dívida consolidada de Câmara de Santarém, que além da autarquia engloba as contas referentes às empresas municipais Águas de Santarém e Viver Santarém era, no final de 2017, de 81,3, um decréscimo de 8,3 milhões relativamente a 2016.

Com um passivo de cerca de 123 milhões de euros, a autarquia tem agora um ativo de 273 milhões de euros, tendo aumentado os capitais próprios em mais de 770 mil euros, uma situação que Ricardo Gonçalves considera que “mostra a solidez das nossas contas”.

O autarca explicou que os números revelam um aumento das receitas, autonomia financeira e capacidade de investimento e afirmou que “é este o caminho que queremos segur”.

Rui Barreiro, do PS, não contrariou o caráter positivo dos números apresentados mas manifestou alguma preocupação pelo facto do passivo estar acima dos 100 milhões de euros.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis