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Segundo Catarina Martins, Portugal pode e deve marcar uma posição de força em relação ao próximo Orçamento da Europa, vetando o documento que está a ser proposto no Conselho Europeu.

“Não podemos fazer de conta que está tudo bem, e o governo português deve dar um sinal muito forte disso” em Bruxelas, disse a coordenadora do Bloco de Esquerda este domingo, 3 de junho, durante uma visita à Feira Nacional da Agricultura.

O governo deve bater o pé aos países mais fortes e não aceitar perder apoios do Fundo de Coesão, porque isso significará uma dupla penalização que o país não merece, considerou.

“Aos cortes na Política Agrícola Comum (PAC), somam-se cortes ainda maiores no Fundo de Coesão. Em Portugal, é nas zonas de mais baixa densidade demográfica, no interior, onde vive menos gente, que estes fundos são mais importantes”, explicou Catarina Martins, acrescentando que o documento proposto “é um orçamento que penaliza Portugal”.

“Não aceitamos que os países mais prejudicados pelo Euro sejam também os que têm menos apoio, e que o interior do país tenha cortes duplos, com os cortes na PAC e no Fundo de Coesão. E a forma que o governo português tem para o fazer é, a par com uma negociação dura no orçamento, dizer que está disponível para vetar o orçamento, se tal for necessário em Conselho Europeu”, disse Catarina Martins.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis