chamusca pinoquiomicromineiro slide

incendio macao2

A Câmara de Mação promete acionar todos os meios judiciais e constitucionais contra o Estado Português junto das instâncias europeias pelo que considera ser a discriminação nos apoios em relação a outros municípios na sequência dos incêndios de 2017.

Em declarações á agência Lusa, o presidente da autarquia, Vasco estrela (PSD) afirmou que "há questões muito graves" e sente-se no direito, porque é uma competência sua, "de acionar meios judicial e constitucionalmente contra o Estado português junto das instâncias europeias, fazendo uma participação a Bruxelas perante estas atitudes".

O autarca lembrou que no ano passado as chamas consumiram cerca de 80% da área do município, num total de 27 mil hectares, mas, ao contrário do que aconteceu com outros concelhos, que receberam apoios a 100%, Mação apenas receberá ajudas a 60%" no que toca aos prejuízos de domínio público/infraestruturas resultantes dos incêndios de 2017, contabilizados em cerca de três milhões de euros.

A crítica é partilhada pelo deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo distrito de Santarém, que levou ao plenário da Assembleia da República o que considera ser "a lamentável discriminação a que o Governo de António Costa votou os lesados de Mação pela tragédia dos incêndios".

Duarte Marques, natural do concelho de Mação, perguntou ao governo porque é que “as empresas, os agricultores e os comerciantes não têm as mesmas ajudas que o governo deu a outros concelhos, mas denunciou também o facto de o Governo se preparar para financiar apenas 60% a reconstrução dos equipamentos destruídos enquanto noutros concelhos será a 100%.”

Refira-se que apesar da Assembleia da República ter aprovado uma Resolução por unanimidade para estender as ajudas dadas a Pedrogão aos restantes concelhos afetados pelos incêndios, até agora isso ainda não foi concretizado.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves