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O Orçamento para 2018 da Câmara Municipal de Santarém, no valor de quase 51 milhões de euros, foi aprovado em sessão da Assembleia Municipal com 23 votos a favor, 17 abstenções e cinco votos contra.

O documento, descrito pelo presidente Ricardo Gonçalves como “um orçamento de viragem” que marca “o início de um novo ciclo de investimentos em todo o concelho”, foi alvo de vários reparos negativos e muitos pedidos de esclarecimentos por parte dos eleitos que votaram contra (a CDU, o Bloco de Esquerda e o CDS/PP), do PS, que se absteve na votação final, e de vários presidentes de Junta.

A oposição criticou sobretudo os valores irrisórios inscritos em várias rubricas do orçamento, como a requalificação urbanística da Praça Visconde Serra do Pilar e do São João de Alporão, ou a variante à Linha do Norte entre Alcanhões e a Senhora da Saúde, entre muitos outros, considerando que são projetos para iniciar em anos seguintes, na melhor das hipóteses, e não para executar já em 2018.

“Há pouquíssimos projetos com valores superiores a 500 mil euros”, notou Francisco Madeira Lopes, da CDU, que considerou o Orçamento como “um balão cheio de ar” e “artificialmente inflacionado”, e sublinhou que o aumento da despesa com a aquisição de bens e serviços vai no sentido “das práticas de executivos anteriores que conduziram a Câmara ao descalabro financeiro”.

O Bloco de Esquerda lamentou que o IMI e a Derrama se mantivessem nas taxas máximas definidas por lei, bem como a manutenção do funcionamento das empresas municipais, que, segundo Francisco Cordeiro, deveriam ser integradas nos quadros da Câmara Municipal.

Pelo CDS/PP, Patrícia Fonseca sublinhou o facto de 20% da despesa inscrita “não ter financiamento definido”, pelo que faltava o executivo explicar onde vai arranjar esse dinheiro, e criticou a utilidade de alguns projetos, como é o caso do “bikesharing”, sugerindo que essa verba seria melhor utilizada na instalação de um sistema de videovigilância no centro histórico da cidade.

Na defesa do documento, e das Grandes Opções do Plano (GOP), Ricardo Gonçalves enfatizou o facto do próximo orçamento ser superior ao deste ano, com um aumento de cerca de 3 milhões de euros, e conter um aumento de verbas para as Juntas de Freguesia, para o apoio ao associativismo no concelho, requalificação do parque escolar, e limpeza e requalificação do centro histórico de Santarém, entre outras áreas estratégicas.

“É um orçamento realista e de rigor, que começa a recuperar das dificuldades financeiras que a Câmara atravessou nos últimos anos”, referiu ainda o autarca, referindo-se ao facto das restrições impostas pelo Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) terminarem em agosto de 2018.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis