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Duarte Marques, deputado do PSD eleito pelo círculo de Santarém, considera um “crime ambiental” a redução das verbas para as entidades fiscalizadoras do sector do ambiente, que estão previstas no Orçamento de Estado para 2018.

Segundo o deputado, o OE2018 para o Ministério do Ambiente “reduz as verbas da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em 4,4% e aumenta as da IGAMAOT em 7,7%, o que é apenas o valor relativo à reposição de rendimentos e salários”.

Para Duarte Marques, é uma falácia dizer que o orçamento do ambiente sobe 39%, quando “esses aumentos vão quase na totalidade para o Metro de Lisboa (124%), Metro do Porto (40%) e para o Pólis da Caparica (214%)”.

“O discurso do governo não tem nada a ver com o orçamento que propõe, a fiscalização será ainda menor em 2018”, considera Duarte Marques, acusando o executivo de ter “mais pressa em suspender a licença de uma discoteca que prevarica do que uma empresa que polui”.

O mais recente episódio de poluição no rio Tejo, que provocou a morte de milhares de peixes, levou o deputado de Mação a voltar a questionar o ministro João Matos Fernandes pela falta de ação no combate a este flagelo, lembrando-o também dos problemas de poluição em Torres Novas e Alcanena.

“Se alguém que investir no combate á poluição não pode ter este tipo de prioridades, é preciso reforçar a fiscalização de imediato. O discurso do governo não corresponde às opções que faz no orçamento” afirma Duarte Marques.

Futebol: Jogo Coruchense x Mondenense | Fotos: João Dinis