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O ainda presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, que foi impedido por decisão judicial de se recandidatar a terceiro mandato à frente da autarquia devido a estar em insolvência pessoal, diz que foi alvo de uma "estratégia organizada e armadilhada" que conduziu à sua inelegibilidade á liderança da autarquia.

Em conferência de imprensa realizada na noite desta segunda-feira, 12 de setembro, após a decisão do Tribunal Constitucional (TC) de não permitir a sua candidatura, Paulo Fonseca lamentou que a justiça se encontre num "sistema moribundo", que "impediu um cidadão de ser submetido à escolha livre dos cidadãos".

O ainda presidente da autarquia diz que está de "mãos limpas e consciência tranquila", e garantiu que foi declarado insolvente por, até 2008, ter sido sócio de uma empresa que faliu e da qual nunca foi gerente.

Paulo Fonseca diz estranhar porque é que ele foi declarado insolvente, e o outro sócio, que era o gerente, nunca foi colocado como insolvente. "Como é que quem tem a responsabilidade de gerir um processo não tem qualquer penalização, o seu processo é arquivado, e em relação a mim sou considerado insolvente", questionou.

"Valeu tudo, menos tirar olhos", disse Paulo Fonseca, lembrando várias peripécias por que passou nos últimos tempos, e realçando que nunca foi ouvido em tribunal durante este processo.

Ao lado de Paulo Fonseca na sede de candidatura, a número dois da lista, que com o afastamento do ainda presidente sobre a cabeça de lista, garantiu que não vai abandonar o projeto.

"Embora de forma inesperada, estou aqui de alma e coração, com força, com garra para levar este projeto até ao fim", disse Cília Seixo, de 55 anos, psicóloga e professora de Filosofia e Psicologia em Fátima.

"Nos últimos oito anos vi alguém a mudar face do concelho, a dar uma dinâmica a todo o concelho que não existia, preocupado em pagar uma dívida astronómica e a conseguir fazer obra", disse ainda a agora número 1 do PS à liderança da Câmara de Ourém.

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