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O Governo deve 15 meses de renda à Câmara do Sardoal pela ocupação das instalações da Loja do Cidadão daquele concelho, inaugurada a 18 de fevereiro de 2016, e cujo aluguer nunca foi pago.

A situação foi denunciada esta quarta-feira, 3 de maio, num conjunto de perguntas enviadas pelos deputados do PSD eleitos pelo distrito de Santarém aos ministros das Finanças e da Presidência e à Secretaria de Estado da Modernização Administrativa.
"São 15 meses de rendas em atraso do Governo a uma pequena autarquia para quem este valor representa algo muito importante. É um mau exemplo que o Estado dá, é um desrespeito enorme pelo poder local e uma conduta que não se coaduna com aquilo que o governo apregoa", afirmam os deputados Duarte Marques, Nuno Serra e Teresa Leal Coelho.

"No mesmo documento, os deputados do PSD garantem que "este não será caso único", e que caso semelhante ocorre com a Loja do Cidadão de Rio Maior, "onde vários serviços do Estado têm custos de operação por pagar ao município local há pelo menos um ano".
"Será que é assim que se cumpre o défice mais baixo da história de Portugal?", questiona o documento que considera que se exige ao "governo que dê o exemplo, que seja um pagador responsável e que não voltemos ao período antes do pedido de ajuda externo onde o Estado era sempre o último a pagar".

No conjunto de questões enviadas, Duarte Marques, Nuno Serra e Teresa Leal Coelho perguntam "quando prevê o governo pagar ao Município do Sardoal as verbas das rendas em atraso desde o dia da inauguração", "qual a justificação do Ministério das Finanças para atrasos de mais de um ano no pagamento de rendas ou custos de operação aos municípios com Lojas do Cidadão?" e "quando prevê o governo resolver os problemas de pagamentos em atraso dos vários serviços públicos estabelecidos na Loja do Cidadão de Rio Maior, em particular o IRN?".

XTerra Golegã - Fotos Carlos Simões