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A Câmara de Santarém continua a baixar a dívida e esta segunda-feira, 10 de abril, durante a discussão das contas de 2016, aprovadas pela maioria do PSD, com 4 abstenções do PS e o voto contra da CDU, ficou a saber-se que em Dezembro de 2016, a dívida estava nos 64, 21 milhões de euros, menos 7,3 milhões (10,2%) que no final de 2015.

Na apresentação das contas, o presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves, salientou a redução progressiva do endividamento do município, que em relação a 2014 baixou 12,9 milhões de euros (menos 16,8%), e disse que os números ainda podiam ser melhores não fossem os 1,7 milhões de euros entregues para o Fundo de Apoio Municipal.

Se ao valor total da dívida se retirassem ainda os 16 milhões de euros da aquisição da antiga Escola Prática de Cavalaria (cujo pagamento continua em negociação com o Governo), a dívida do município rondaria os 47 milhões de euros.

Ainda assim os números da gestão PSD parecem não ter convencido a oposição. O PS reconheceu os méritos na redução da dívida mas absteve-se por entender que durante o último ano não houve estratégia nem fio condutor na gestão da autarquia, destacando o investimento de apenas 1,5 milhões registado em 2016 e que consideram “muito baixo”.

Francisco Madeira Lopes (CDU), também reconheceu a evolução contabilística positiva, justificou o voto contra por considerar que a gestão social-democrata foi de tempo perdido e futuro adiado, referindo que há mais vida para além do deve e haver contabilístico. “Faltou capacidade de liderança e de realização de reformas”, afirmou.

Na resposta, Ricardo Gonçalves explicou que a estratégia passou pela renegociação da dívida e pela consolidação orçamental, o que vai agora permitir que o município possa aproveitar ao máximo os fundos europeus do programa Portugal 2020.

 

A melhor execução orçamental de sempre

Em 2016, a Câmara de Santarém registou as mais elevadas taxas de execução da sua história, com 93% da receita, 83% da despesa e 79% das Grandes Opções do Plano.

A despesa atingiu 49,4 milhões de euros, sendo que as despesas correntes foram de 26,7 milhões de euros e as de pessoal de 13,7 milhões.

Já a receita rondou os 51 milhões de euros, sendo de destacar o IMI, que teve um impacto significativo, com 3,9 milhões de euros contra os 1,2 milhões previstos.

Em termos de pagamentos a fornecedores, expurgando os pagamentos relativos à EPC, a autarquia está a pagar a 27 dias.

Operações de busca e resgate aquático - Fotos João Dinis