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A Câmara do Cartaxo recebeu, no dia 2 de março, o visto do Tribunal de Contas relativo ao Plano de Ajustamento Municipal (PAM), que vai permitir um novo fôlego à tesouraria do município.

A boa nova foi dada pelo vice-presidente da autarquia, Fernando Amorim, que considera que este visto é “um momento decisivo para quem vive e trabalha no concelho”, não só para os cidadãos, mas também para as empresas, associações e parceiros institucionais do município.

Amorim lembrou que o visto surge cerca de dois meses depois da aprovação do PAM pela direção executiva do Fundo de Apoio Municipal (FAM), permitindo agora “iniciar a última fase de um trabalho que foi longo e muito exigente, não só do ponto de vista político, pela negociação e gestão financeira rigorosa que se impôs, mas também do ponto de vista técnico, a que os serviços municipais responderam com elevada competência”.

Já o presidente da câmara, Pedro Magalhães Ribeiro, destaca a necessidade de manter rigor na gestão financeira mas não esconde a satisfação pelo visto, que permite “pagar a dívida restruturando-a, reduzindo drasticamente as despesas com juros e serviço da dívida, o que não só libertará verbas para investimento em serviços essenciais às pessoas, mas também permitirá aos credores receberem os valores que lhe são devidos desde há muito tempo”.

“É como se hoje chegássemos à meta depois de uma maratona que exigiu enorme esforço às pessoas e às empresas, assim como, muito rigor ao executivo e aos serviços”, disse o autarca.

O PAM prevê uma execução ao longo de trinta anos, sendo que o município contará com 52 milhões e 35 mil euros para pagamento de dívida já existente, recebendo os valores por tranches, entregues até ao segundo trimestre de 2018, ficando obrigado à apresentação de relatórios trimestrais da execução do contrato à direção executiva do FAM e à DGAL, que libertará, a cada trimestre, a tranche seguinte.

O serviço da dívida, que é agora de 4 milhões e 600 mil euros, passará a ter um valor máximo de 2 milhões e 600 mil euros. O peso dos juros em orçamento, que em 2014 era de 6 milhões de euros, será drasticamente reduzido, ficando abaixo de 1 milhão já em 2019.

O prazo médio de pagamento a fornecedores que reduziu ao longo de todo o mandato – em 2013 era superior a mais de 370 dias – será de 90 dias já em 2017 e tenderá a baixar até aos 20 dias ao longo do período de vigência do empréstimo.

Futebol: Jogo Coruchense x Mondenense | Fotos: João Dinis