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“Somos uma comunidade diferente porque deixamos as questões partidárias de fora quando é preciso encontrar soluções para os problemas que nos afetam a todos. É o que tem marcado a nossa identidade e o que nos tem distinguido”.

As palavras são do atual presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), Pedro Ribeiro, e foram ditas no jantar que assinalou os 30 anos de atividade desta associação de municípios, que decorreu na noite desta segunda-feira, 27 de março, no Convento de São Francisco, em Santarém.

Segundo o também presidente da Câmara de Almeirim, parte do sucesso da CIMLT deve-se ao facto de ser “uma comunidade de afetos”, onde imperam os princípios da solidariedade e da compreensão mútua entre os 11 municípios que a compõem.

“É uma política sem política, no sentido em que é atualmente conotada”, sublinhou Pedro Ribeiro, lembrando que quase todas as decisões são tomadas por unanimidade no seio de uma organização que já foi composta por presidentes de Câmara eleitos por quatro partidos diferentes.

No seu discurso, o autarca socorreu-se ainda da Águas do Ribatejo, um modelo pioneiro de gestão das redes de água e saneamento básico criado no seio da CIMLT e que hoje é apontado como um caminho a seguir a nível nacional, para afirmar que “os municípios têm provado que conseguem gerir tão bem ou melhor que os privados”.

“E com a vantagem dos possíveis lucros reverterem para os municípios, que os investem no bem-estar das suas populações”, sublinhou ainda Pedro Ribeiro, anunciando que a CIMLT se prepara para “fazer algo parecido na gestão dos lixos e talvez na área da energia”.

Apesar de elogiar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela CIMLT, o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, lamentou que “as comunidades intermunicipais não sejam ainda bem compreendidas por todos os autarcas”.

“Os autarcas têm que começar a pensar em rede, deixar o território do seu município e pensar a nível da região em que estão inseridos”, afirmou Carlos Miguel, explicando, a propósito da proposta de reorganização apresentada pelo governo, que as comunidades intermunicipais “vão ter poderes reforçados” e poderão assumir novas competências de gestão a nível da oferta educativa ou da promoção turística de cada região.

Este jantar de aniversário serviu sobretudo para recordar as três décadas de atividade da CIMLT, que começou por ser Associação de Municípios da Lezíria do Tejo (AMLT) e foi também Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT), e para recordar e homenagear os fundadores e todos os autarcas que estão ligados ao seu percurso.

Sérgio Carrinho, o histórico ex-presidente da Câmara da Chamusca, foi o primeiro a discursar, e recordou “o caráter solidário e a entreajuda” que pautou a constituição da associação de municípios”.

“Valeu a pena, sem dúvida que valeu a pena”, concluiu o antigo autarca, antes de uma homenagem póstuma que recordou um dos presidentes de Câmara mais emblemáticos do Ribatejo, José Sousa Gomes, falecido em 2016.

António Torres, o secretário executivo da CIMLT, também subiu ao palco para recordar algumas das “muitas histórias” que o ligam desde 1994 ao organismo e à região, e lembrar aos presentes alguns dos projetos mais importantes desenvolvidos a nível da comunidade, casos do “Ribatejo Digital” e da Águas do Ribatejo.

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O PSD vai concorrer às próximas eleições autárquicas no concelho do Cartaxo coligado com o Nós Cidadãos, numa candidatura que recebeu o nome de “Juntos Pela Mudança”.

Em comunicado divulgado este sábado, 25 de março, o PSD explica que a coligação será liderada pelo cabeça de lista que o PSD já tinha anunciado em dezembro último, Jorge Gaspar, mas que agora se constituiu como “plataforma político-eleitoral alargada, abrangente e aberta à participação de todos aqueles que entendam contribuir para o fortalecimento de uma alternativa sólida e credível à força política que há 40 anos governa o concelho”.

Sem divulgar outros nomes que compõem a lista de candidatos, o mesmo comunicado acrescenta que a coligação “está a construir e apresentará aos eleitores do concelho uma estratégia de desenvolvimento económico e social, assente na revitalização da economia local e na captação de investimento”.

drone rio

O Governo está a ultimar processos para que a Inspeção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território passe a ter uma unidade de intervenção rápida, com funcionamento 24 horas por dia / 7 dias por semana, que permita identificar focos de poluição em tempo real.

Em Abrantes, onde interveio no âmbito da conferência "Poluição da Água/Caso da Bacia do Tejo", o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, explicou que as novas medidas de combate à poluição, que permitirão atuar no rio Tejo, incluem videovigilância por drones (que entrarão em funcionamento até final de junho) e sensores de monitorização em tempo real.

Segundo o governante, estes meios permitirão, "em tempo real, ter notícia de alterações à qualidade da água e identificar o ponto de origem do efluente, de modo a incutir maior rapidez na identificação e na cessação da situação de infração".

O ministro destaca ainda um aumento da "atividade coerciva", lembrando que em fevereiro foi desmontado um coletor com 1,5 quilómetros que havia sido colocado numa indústria farmacêutica situada no Carregado, e já este mês foi determinada a suspensão da atividade de uma empresa que opera em Vila Velha de Ródão (Centroliva), que só poderá retomar a atividade quando as medidas impostas estiverem asseguradas.

Já sobre a Celtejo, empresa de Vila Velha de Ródão com historial de poluição, João Matos Fernandes revelou que a nova ETAR da empresa de pasta de papel estará concluída e em funcionamento no próximo mês de maio, ao invés do final do ano, como estava inicialmente previsto.

Balonismo em Coruche - Fotos João Dinis