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Santana-Maia Leonardo

Santana Maia LeonardoTerminei o meu mandato de presidente da delegação e do Agrupamento de Abrantes da Ordem dos Advogados com a reinstalação da especialidade de Família e Menores no Tribunal de Abrantes, de onde nunca deveria ter saído.

Como chamei a atenção na altura, de forma reiterada, o governo de Passos Coelho avançou, de forma absolutamente irresponsável, para a implementação duma reforma judiciária que, para além de não ter os meios financeiros, humanos, informáticos e logísticos para levar a cabo, foi importada de um país (Holanda) que não tem nada a ver com o nosso.

Portugal, ao contrário da Holanda, é um país com grandes desequilíbrios e assimetrias, pelo que exige um modelo diferenciado: um para as áreas metropolitanas de Lisboa - Porto, outro para a faixa litoral Lisboa - Porto e outro para o resto do país.

E se o anterior modelo dos círculos judiciais estava a cumprir na perfeição em todo o território nacional, à excepção das áreas metropolitanas de Lisboa - Porto e das áreas com maior densidade populacional, a reforma deveria ter separado as águas, intervindo onde era necessário e mantendo o que estava a funcionar bem.

Agora regressámos à fase típica das pós-reformas portuguesas de remediar o mal feito, sendo certo que os remendos nunca conseguem reparar, em toda a sua extensão, o mal causado.

 

Balonismo em Coruche - Fotos João Dinis