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Nuno Antão

nuno antao oculos

Na passada semana o Fórum para a Governação Integrada e a Comissão Nacional para a Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens, apresentaram na IV Conferência Internacional Govint “E que tal se colaborássemos?” o projeto Selo Protetor que pretende reconhecer as entidades com competência em matéria de infância e juventude que possuam um sistema integrado de gestão do risco e perigo e que para tal cumpram um conjunto de requisitos que vão desde uma declaração de compromisso a um plano estratégico de comunicação e colaboração, passando por um código de conduta, a adoção de procedimentos específicos para recrutamento, seleção e formação dos colaboradores, a implementação de estratégias de prevenção, de gestão de atividades de alto risco e a assunção de políticas e procedimentos para sinalizar e gerir as situações de maus tratos na infância e juventude. Tudo isto gerido por uma equipa de coordenação do sistema, tudo isto feito em colaboração, partilha, paixão e dedicação ao futuro das nossas crianças e jovens.

Avançou a Comissão Nacional, avançam as Comissões Locais, chegou o momento de avançar toda a comunidade, afinal de contas todos concordamos que para educar/formar uma criança é preciso toda a aldeia!

Não há melhor exemplo da aplicação do conceito de governação colaborativa que as comissões de proteção de crianças e jovens, partilham conhecimento, boas práticas, recursos humanos, técnicos e financeiros, muitas das suas ações dependem da criatividade e inovação da colaboração e avançam, ajudam e resolvem problemas. Problemas esses que não se tenham ilusões são socialmente complexos, decorrem de múltiplos fatores e comportamentos de risco e não tem soluções simples! E, mesmo sendo a resposta fragmentada a decisão depende (hoje, porque não foi sempre assim), da reflexão e decisão colaborativa, partilhada, assumida como de todos, logo nossa quando nos consideramos individualmente num sistema que se quer coletivo e comunitário.

O Selo Protetor é uma oportunidade de capacitar todas as entidades, apresenta uma estratégia integrada para aproveitar as melhores das melhores práticas e aplicá-las ao serviço das crianças e das famílias de forma inovadora e que desenvolve uma efetiva cultura colaborativa e preventiva.

A tecnicidade é muita mas Torga com que titulo esta escrita e Pessoa com que termino, inspiram e simplificam o desafio que temos pela frente... fazer o mundo pular e avançar!

“É o tempo da travessia: e,

se não ousarmos fazê-la,

teremos ficado, para sempre,

à margem de nós mesmos.”

Fernando Pessoa

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis