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Susana Veiga Branco

Susanaveigabranco01Há que congratular o nosso país e as populações por efetuarem a reciclagem dos seus resíduos, por promoverem a educação ambiental e por desenvolverem e incutirem estes hábitos fundamentais.

No outro dia um ilustre ativista ambiental a quem reconheço grande valor referiu-se a mim como sua colega na luta ambiental. Fiquei a pensar que nunca me tinha visto nessa perspetiva; é-me tão intrínseco e natural defender e proteger o meio ambiente que nem dou por isso nem sequer o vejo como missão. Vejo-o apenas como natural e obrigatório, como beber água ou respirar. É que sem qualidade ambiental não há qualidade de vida. Ponto.

Mas vamos lá ao que me traz aqui hoje: ecopontos e lixeiras.

Felizmente temos ecopontos espalhados pelas nossas cidades e aldeias; infelizmente ainda há muitos que os vêm como potenciais lixeiras a céu aberto e fazem do círculo que os rodeia depósito de tudo um pouco. Quando pensava que já tinha visto de tudo, desde televisores a sofás e todo o mobiliário da casa, restos de materiais de construção, sanitas, frigoríficos, sacos de lixo normais, etc etc etc, vi algo de novo: um carro! Chassi, estrutura em vermelho… bem que se diz que o tuga gosta de dar!!! Até o lixo gosta de pôr à disposição do outro!

Depois é ver as ratazanas, moscas e baratas a viverem na base dos ecopontos, gordinhas e felizes. Vamos lá disseminar doenças! Como diz outra amiga minha “lálálálá!”. Viva!

Meus amigos, ironia à parte, temos de pensar seriamente no que andamos a fazer. Caramba, já é demais. Temos caixotes do lixo junto aos ecopontos e pomos tudo o que é lixo no chão. Temos monos e despejamo-los na via pública. Isso é uma nojice, é sermos porcos, desculpem-me mas temos de dizer as coisas como elas são.

Já vi crianças a irem para a escola e passarem ou esperarem junto destes amontoados de porcalhice. Sinceramente, não há mesmo necessidade. Estamos a desenvolver doenças. Ficamos mal na fotografia para o turismo. Criamos situações que nos embaraçam e envergonham a troco de nada.

Vamos lá fazer um esforço e dar o exemplo. É tão simples: lixo doméstico é nos contentores de lixo doméstico, plástico é no ecoponto do plástico, vidro é no ecoponto do vidro, papel é no ecoponto do papel, pilhas é no ecoponto das pilhas, cortiça é também separada, restos de podas também, monos são recolhidos através do número verde da Câmara…

Acabemos com estas pragas, com este perigo para a saúde pública. Separemos o lixo e coloquemo-lo nos locais apropriados. Depois de se começar torna-se um hábito e já nem se pensa nisso.

 

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis