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Susana Veiga Branco

Susanaveigabranco01O nosso Portugal, cujo nome apareceu entre os anos 930 a 950 da Era Cristã, é sem dúvida sui generis, em muitas vertentes.

Ser um país europeu, ensolarado, considerado ser composto por gentes afáveis que gostam de bem receber, repleto de monumentalidade e tradições que fazem do seu património único, com versatilidade paisagística, gastronomia de nos fazer salivar e detentor de muitas outras vantagens que já deram e continuam a dar páginas e páginas de escrita, levou a que 2017 fosse considerado o ano recorde para o Turismo. Mais, Portugal foi considerado o melhor turismo do mundo e o turismo o principal motor da economia nacional: é muito, é fantástico e é de ter fortemente em conta.

Verifiquemos números:

Segundo o INE, em 2017 tivemos 20,6 milhões de hóspedes, mais 8,9% relativamente ao ano anterior. Todas as regiões do país aumentaram o número de hóspedes.

Em janeiro deste ano, segundo o Turismo de Portugal, as receitas aumentaram 14.9%, ou seja, 788.1Milhões de euros; as dormidas aumentaram 5.1%, correspondendo a 2.517,8Mil e o número de hóspedes aumentou em 3,7%, sendo 1.019,2Mil.

No entanto, temos um “não sei bem o quê”, que é como quem diz pragmaticamente uma necessidade de estragar aquilo que corre bem. Parece que o ditado “se está bem não alteres” não se consegue impor, porque há sempre quem não consiga estar quieto. Ao longo dos tempos temos assistido a isto repetidamente. Não vou dar exemplos, basta pensarem um pouco que se lembrarão de muitos, até muitos que não saberei.

Mas hoje falo naqueles que têm salvado da crise muita gente e empresas, que têm feito com que o processo de abandono de muitas casas tenha vindo a diminuir: o Turismo e o Alojamento Local (AL).

O turismo que, repito, é considerado um dos maiores fatores de recuperação económica do País e pretende continuar a crescer, o que se prevê no Plano Estratégico Nacional do Turismo e na Estratégia Turismo 2027, pretendendo-se atingir 80 milhões de dormidas.

Dado ao aumento dos números turísticos e a insuficiente oferta a título de alojamento, o AL tem feito a diferença, pela positiva. Mas já tem de se encontrar problemas, já tem de haver conflito de interesses, já tem de haver propostas de alteração ao Regime de AL em discussão na Assembleia da República.

Enfim, meus amigos, vamos deixar de encontrar problemas em tudo, de minhoquices (desculpem-me a expressão, mas é que esta forma de ser já irrita), de querer destruir o negócio do outro, enfim, vamos deixar de ser pequenininhos e miudinhos e vamos andar para a frente e deixar os outros trabalharem e o país desenvolver-se.

Enquanto tivermos vistas tão infinitamente curtas que temos de mexer e estragar aquilo que está a correr bem, ai enquanto isso acontecer, esqueçam o desenvolvimento, esqueçam a sustentabilidade, esqueçam minorar a desertificação do interior, esqueçam o aumento de postos de trabalho e consequentes melhores condições de vida, esqueçam tudo, porque não há continuidade, negócio ou país que aguente…

 

Cerimónia de Apresentação Santarém Cup 2018