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Rui Barreiro

rui barreiroO Sporting atravessa um momento muito importante da sua história colectiva. Não só pelo acto eleitoral, que pode ser crucial numa instituição cujos valores defendidos pelos seus fundadores exige respeito e dignidade, honra e postura, mas também porque este mandato que agora termina foi único no divisionismo provocado entre Sportinguistas, nos “julgamentos sumários”, nos assassinatos de carácter nas redes sociais e na crítica desenfreada a quem ousou verbalizar a discordância.

O “mimo” mais simpático com que muitos Sportinguistas foram brindados terá sido o de “lampiões”. Eu próprio fui contemplado com vários desses mimos tendo sido acusado (entre outros “crimes”) de sócio do clube rival e, pasme-se, ainda por cima, fazia refeições frequentes com dirigentes desse mesmo clube.

Podia ser verdade, pois faço refeições com quem quero e sou sócio dos clubes que quero mas são mais umas grandes mentiras. Fui ainda “brindado” com uma convocatória especial para uma assembleia-geral e tive uma reunião do Conselho Leonino com um ponto na ordem de trabalhos que visava a minha expulsão desse órgão, o que não veio a acontecer, tendo sido “convidado” a demitir-me, o que não fiz.

Como se fosse possível um órgão social expulsar um dos seus elementos sem qualquer intervenção dos órgãos próprios para tal! Enfim, parece que agora desapareceu essa senda e tudo está na paz dos anjos. Mas é bom lembrar os conflitos internos e externos que nada de positivo trouxeram ao Sporting e também as sucessivas fugas de responsabilidades onde tudo o que correu mal (e várias foram as coisas que correram mal) tinha sempre um ou vários culpados mas nunca o “líder”.

Na sequência do debate entre os candidatos que decorreu esta semana, Pedro Madeira Rodrigues mostrou coragem e bateu-se como um verdadeiro leão. Como não estava a correr bem para o actual presidente houve prolongamento para tentar amenizar a derrota clara infligida pelo candidato da lista A ao candidato da lista B.

Pedro Madeira Rodrigues expôs algumas debilidades do adversário, deixou-o várias vezes sem resposta e levantou algumas questões pertinentes apresentando nomes sem contestação como Laszlo Boloni.

Ficamos sem saber, por exemplo e entre outras coisas, qual a intervenção do Desportivo de Caala? Quem é Costa Aguiar e que relação tem com a actual estrutura leonina? Continuamos sem saber porque saiu Montero?

Segundo Pedro Madeira Rodrigues (e eu concordo com esta ideia) a saída de Montero só se pode compreender por dificuldades de tesouraria, nada tendo o clube ganhado com a vinda de Barcos e podendo ser uma medida de gestão desportiva que afectou a nossa “perfomance” no campeonato.

O actual presidente falou da eficácia de Teo, esquecendo-se que quando Montero saiu, estava Teo, segunda as notícias, nas praias da Colômbia e que este jogador não contou para o Sporting durante mais de dois meses.

Durante o único debate entre os candidatos, o actual presidente criticou ex-apoiantes que agora surgem na lista adversária, não olhou quase nunca para a câmara, deu claros sinais de nervosismo, não anunciou nada de novo e sugeriu que merece um novo mandato. Tendo como medida de sucesso, anunciado pelo próprio, ser campeão no futebol principal e olhando para o que sucedeu nas épocas passadas, julgo que a resposta está dada.

No próximo sábado vamos ver quem ganha. Espero que seja o Sporting. O futebol português precisa de um Sporting melhor.

Balonismo em Coruche - Fotos João Dinis