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O Instituto Politécnico de Santarém precisa urgentemente de 2,2 milhões de euros para fazer face às suas responsabilidades imediatas. A denúncia foi feita esta segunda-feira, 22 de outubro, pelo deputado do PSD, Duarte Marques, que acusa o Governo de “fraude política” com o suposto sucesso do défice.

Duarte Marques, que juntamente com o também deputado eleito por Santarém Nuno Serra, reuniu com a nova direção do Instituto Politécnico de Santarém para apresentar cumprimentos, conhecer a situação atual do IPS e avaliar o impacto do OE2019, diz que o tal sucesso “é conseguido à custa das instituições que ficam com a corda na garganta pondo em causa a qualidade da sua atividade”.

Citando o relatório do Grupo de Monitorização e Controlo Orçamento do Ensino Superior, conhecido na semana passada, os deputados dizem que “o Politécnico de Santarém encontra-se numa das situações de maior dificuldade para cumprir as suas obrigações até ao final do ano por via do sub financiamento crónico existente”.

Mas a situação pode ainda piorar em 2019, uma vez que ao défice estrutural de 2.2 milhões de euros, somam os custos das reposições remuneratórias, a integração dos docentes, a redução do valor das propinas e o Prevpap, que perfazem um buraco de 3,3 milhões de euros para o próximo ano.

“[O Orçamento de Estado] apenas aumenta em 260 mil euros para o próximo ano apesar dos encargos decididos pelo Governo aumentarem em cerca de 1,1 milhões de euros. Isto vai agravar uma situação já de si muito preocupante”, diz Duarte Marques.

Tendo em conta estes problemas, os deputados questionaram hoje o Governo se tem conhecimento das dificuldades financeiras do IP Santarém e quando pretende corrigir o subfinanciamento relativo a 2018 do IPS transferindo para esta instituição os 2,2 milhões de euros necessários para cumprir as suas responsabilidades com pessoal e fornecedores.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves