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Economia

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A nível do distrito de Santarém, há oito projetos já aprovados a nível da prevenção de cheias, num investimento total de 22,2 milhões de euros, em que uma fatia de 16,6 milhões de euros serão pagos por fundos comunitários.

Os números foram revelados esta quarta-feira, 8 de fevereiro, na Golegã, durante a cerimónia de assinatura dos projetos para "intervenções estruturais de desobstrução, regularização fluvial e controlo de cheias, em zonas de inundações frequentes e de danos elevados".

No caso do Ribatejo, vão ser feitas intervenções em cinco diques do concelho da Golegã (1,2 milhões de euros), no sistema de diques da Chamusca (700 mil euros), em dois diques em Santarém (500 mil euros), dois em Almeirim (400 mil euros), um em Salvaterra de Magos (700 mil euros), estes da responsabilidade dos municípios, e no sistema de diques de Valada, no concelho do Cartaxo, pela Agência Portuguesa do Ambiente (400 mi euros).

As intervenções vão ocorrer ao longo deste ano e de 2019.

Segundo Helena Pinheiro de Azevedo, a coordenadora do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), a nível nacional há 26 candidaturas aprovadas ao fundo de coesão para prevenção e gestão do risco de cheias, em 22 áreas identificadas como críticas, num investimento de 86,5 milhões de euros em 304 quilómetros de linhas de água.

A cerimónia contou com a presença do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, e do secretário de Estado Carlos Martins.

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A Câmara Municipal de Coruche está a preparar a candidatura da “Tiragem de Cortiça” a património cultural imaterial nacional, como forma de salvaguardar esta “prática singular e de elevada rusticidade”.

Segundo explica uma nota de imprensa da autarquia, “além da promoção e valorização cultural desta prática, este processo pretende salvaguardar e dar a conhecer a arte da tiragem da cortiça, do tirador e toda a envolvência relacionada com a atividade”.

Considerando as suas características únicas no mundo, e a constatação que é um património cultural em risco, o Município lidera este processo de candidatura no âmbito do projeto âncora "Estrutura de coordenação e gestão da parceria da EEC PROVERE O Montado de Sobro e Cortiça 2014-2020".

Esta candidatura “cria a oportunidade da realização de um plano de salvaguarda, de forma a preservar e instituir medidas para que esta atividade tão particular não se perca, assente num modelo participativo”, explica a Câmara.

Os diversos agentes desta fileira apresentaram contributos e propostas num workshop que se realizou no passado dia 5 de fevereiro, no Observatório do Sobreiro e da Cortiça.

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A fábrica da Iki Mobile, a primeira unidade industrial portuguesa a fabricar telemóveis, foi inaugurada esta terça-feira, 6 de fevereiro, em Coruche, arrancando com 36 funcionários e uma produção mensal de 35 mil telemóveis, 95% dos quais destinados a exportação.

Números que deverão crescer ao longo dos próximos meses, esperando-se que até ao final deste semestre o número de funcionários aumente para meia centena, numa fábrica em que a marca investiu cerca de 1,6 milhões de euros de capitais próprios, e que tem capacidade para produzir até 100 mil equipamentos por mês.

A unidade industrial, situada na Zona Industrial do Monte da Barca, tem a possibilidade de produzir telemóveis ODM-OEM (telemóveis de marca branca fabricados para operadores).

Tito Cardoso, CEO da Iki Mobile, dirigiu a visita guiada pela fábrica, explicando as diferenças entre as 6 áreas de produção, e revelando que a empresa tem sido muito procurada por marcas que querem telemóveis produzidos em solo europeu, sendo a Iki Mobile uma das principais alternativas ao mercado asiático.

O design, a inovação e a originalidade dos equipamentos são uma das mais valias da nova marca, que encontrou na cortiça uma matéria prima nobre para a construção de telemóveis. "Vamos colocar a tecnologia portuguesa em todos os cantos do mundo", referiu, explicando que a Iki Mobile, que em 2017 vendeu cerca de 400 mil telemóveis, já está em países como Angola e Timor e brevemente poderá também entrar no mercado brasileiro.

A inauguração contou com a presença do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que destacou a “confiança” revelada pelas empresas que estão a investir e a criar emprego no país, contribuindo para a diminuição do desemprego para 7,8% e o crescimento das exportações, que em 2017 se cifrou nos 11,5%.

Caldeira Cabral salientou a incorporação da cortiça nos telemóveis, realçando as suas propriedades térmicas, que protegem os principais componentes, como o processador, das baixas e altas temperaturas, mas também a função “anti stressantes”, da cortiça.

“Todos sabemos o que é o stress ao telemóvel e por isso mesmo um telemóvel que causa menos stress só podia ser um telemóvel português e aqui de Coruche”, afirmou o governante, num comentário que originou sorrisos entre os convidados da inauguração.

O Ministro recebeu ainda, de oferta, um telemóvel personalizado com o seu nome, mas acabou por oferecê-lo a Tito Cardoso para que este o coloque no stand de entrada da unidade como prova da sua visita e do apreço pela empresa.

A IKI Mobile terá uma prova de fogo no final deste mês, no Mobile World Congresso, em Barcelona (Espanha), onde terá um stand e se apresentará como a primeira marca europeia com equipamentos "made in" Portugal.

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