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Economia

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“A Feira Nacional da Agricultura e a Agroglobal são certames diferentes, destinam-se a públicos diferentes e não são concorrentes diretos”, segundo Eduardo Oliveira e Sousa, o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

Questionado sobre o facto da Agroglobal poder ter algum impacto negativo na realização da próxima edição da Feira Nacional da Agricultura, em 2018, sobretudo a nível dos grandes expositores de maquinaria, o responsável afirmou que não acredita que isso se possa verificar.

“São feiras independentes, com características muito diferentes. A Feira da Agricultura tem um caráter mais expositivo, enquanto a Agroglobal é uma feira de demonstração, vocacionada para determinadas culturas e para outro público”, explicou Oliveira e Sousa na conferência de imprensa que serviu para fazer o balanço da 54ª edição da FNA.

“Sou também produtor e não vejo onde haja uma concorrência direta”, concluiu o responsável.

“A prova disso é que a Agroglobal já conta várias edições e a Feira da Agricultura tem vindo sempre a crescer em termos de lucros e de visitantes”, acrescentou Vasco Gracias, o diretor executivo do Cnema, para quem este é um cenário que deverá continuar a “verificar-se nas próximas edições”.

Para Luís Mira, o secretário-geral da CAP, “até é bom para o sector que existam muitas feiras, pois isso só prova a sua vitalidade e contribui para atrair mais público”.

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“Do feedback que temos, a feira correu muito bem aos expositores e é isso que é mais importante para nós”, afirmou Luís Mira, o secretário-geral do Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), durante a conferência de imprensa que serviu para fazer o balanço da 54ª edição da Feira Nacional da Agricultura (FNA).

O responsável sublinhou que o sucesso ou o insucesso da feira terá que medir-se mais pelo seu impacto económico junto do sector profissional ligado à agricultura e ao agro-negócio, do que pelo número de visitantes que passou pelo Cnema durante os 10 dias do certame.

Segundo Luís Mira, e ainda a contar com este domingo, 18 de junho, a feira deverá registar cerca de 190 mil visitantes, um número ligeiramente abaixo das 200 mil entradas contabilizadas em 2016, o recorde de sempre.

“Nos últimos dias, registámos uma quebra nas entradas, mas temos que ter em atenção as elevadas temperaturas dos últimos dias, acima dos 40 graus à sombra, e isso são fatores que nós não conseguimos prever ou controlar”, explicou o secretário-geral da CAP, que deixou aos jornalistas um balanço “francamente positivo” da forma como decorreu esta feira.

Em relação ao tema escolhido para 2016, os “Cereais de Portugal”, a organização da FNA considerou que “cumpriu os objetivos”, ao deixar as organizações de produtores satisfeitas e ao introduzir a sua discussão junto da opinião pública.

Recorde-se que o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, anunciou durante a feira que o governo está a preparar um plano estratégico para o sector dos cereais, como forma de responder à crise que o atravessa.

A edição de 2018, segundo Luís Mira, também já tem tema, que serão os “azeites de Portugal”.

Entre as muitas questões abordadas pelo responsável, destaque para a importância da constituição da “Irrigants d’Europe”, uma associação que reúne as principais associações europeias gestoras de água para a agricultura.

O acordo foi assinado na sala de reuniões do Cnema, na presença do ministro da Agricultura, e junta a Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg), a Associação Nacional de Consórcios de Gestão e Tutela do Território Irrigado (ANBI), de Itália, a Federação Nacional das Comunidades Regantes de Espanha (Fenacore) e a Irrigants de France (França), que representam mais de 7,7 milhões dos 10,2 milhões de hectares de regadio existentes na Europa (75%).

nersant capitalizar

A Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) realiza no dia 4 de julho, pelas 10h00, na sua sede, em Torres Novas, uma sessão de apresentação do programa Capitalizar às empresas da região.

Trata-se de um programa lançado pelo Governo de apoio à capitalização das empresas e à retoma do investimento, com o objetivo de promover estruturas financeiras mais equilibradas, reduzindo os passivos das empresas economicamente viáveis, bem como de melhorar as condições de acesso ao financiamento das micro, pequenas e médias empresas.

A apresentação do programa, que vai contar com a presença do secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, e com presidente da Direção da Nersant, Maria Salomé Rafael, vai ser feita pelo presidente da Estrutura de Missão para a Capitalização das Empresas, José António Barros.

A participação neste evento é gratuita para as empresas que nele se queiram inscrever (inscrições obrigatórias em www.nersant.pt). 

XTerra Golegã - Fotos Carlos Simões