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Economia

A Federação Nacional das Comunicações e Transportes (FECTRANS) garante que os trabalhadores das rodoviárias do Oeste, Lis e Tejo, dos distritos de Leiria e Santarém, vão voltar a fazer greve a 3 e 4 de janeiro e recusar trabalhar nas folgas a partir da próxima semana.

A decisão foi tomada durante a greve realizada nos dias 29 e 30 de novembro, em que os trabalhadores protestaram contra situações discriminatórias relativas a diferenças laborais e salariais entre trabalhadores, por serem abrangidos por duas convenções de trabalho diferentes.

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Sindicato garante “adesão elevada” à greve nos transportes rodoviários

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A greve que os trabalhadores dos transportes rodoviários iniciaram esta quinta-feira, 29 de novembro, está a registar uma adesão que rondará os 90% a nível do distrito de Santarém, segundo o sindicato, e que não chega aos 40%, segundo os números da administração do Grupo Barraqueiro.

Os 90% foram avançados à Rede Regional por Manuel Castelão, delegado do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), durante o piquete que os motoristas realizaram junto à estação de camionagem de Santarém, e que contou com a presença de Arménio Carlos, o secretário geral da CGTP-IN.

Recorde-se que esta paralisação envolve os trabalhadores da Rodoviária do Tejo, da Rodoviária do Oeste e Rodoviária do Lis, que operam nos distritos de Leiria e Santarém, e estende-se até ao próximo sábado, 1 de dezembro.

Dos cerca de 100 autocarros da Rodoviária do Tejo, haverá entre 10 a 12 a circular, e parte deles conduzidos por motoristas recém-contratados “para quem seria complicado aderir à greve”, explicou Manuel Castelão, acrescentando que, mesmo em protesto, o sindicato acordou em destacar um terço dos trabalhadores para os transportes escolares.

O aumento dos salários, do valor do subsídio de refeição e a dignificação da profissão são as principais exigências dos trabalhadores, que acusam a empresa de não dar ouvidos nem respostas às suas reivindicações.

“Temos aqui motoristas a ganhar 609 euros por mês, o que são mais nove euros que o salário mínimo. Isto não pode, obviamente, continuar”, afirmou Manuel Castelão, dando conta que os salários de muitos trabalhadores chega aos “700 ou 800 euros graças às horas extraordinárias que são obrigados a fazer”.

O delegado sindical explicou ainda que há motoristas que trabalham oito horas mas com um intervalo para almoço de quatro horas, o que os obriga a estar ao serviço da empresa num total de 12 horas diárias.

“E o subsídio de refeição é de 2,55 euros, o que nem dá para uma sandes”, desabafa Manuel Castelão.

“Os motoristas têm a dupla responsabilidade de transportar os passageiros e garantir a sua segurança, pelo que a sua profissão tem que ser valorizada, ao contrário do que as empresas do sector estão a fazer”, disse à Rede Regional Arménio Carlos, para quem “nada justifica que os trabalhadores tenham salários tão baixos”.

Segundo o secretário geral da CGTP-IN, esta greve é também uma chamada de atenção para a “melhoria das condições de segurança dos transportes rodoviários e das condições de trabalho de quem assegura esse serviço”, uma questão “a que o governo não pode fingir que fica indiferente”.

Os trabalhadores vão concentrar-se esta sexta-feira, 30 de novembro, às 10 horas, em frente à sede da Rodoviária do Tejo, em Torres Novas.

“Estamos abertos ao diálogo, mas a intenção é só sair de lá quando houver resposta por parte da administração às exigências dos trabalhadores”.

Números da empresa contrapõem sucesso da greve

Segundo a administração do Grupo Barraqueiro, a adesão à greve nas três empresas - rodoviárias do Tejo, Oeste e Lis – “foi de 38,3 % dos trabalhadores ao serviço”.

Em relação à principal reivindicação dos trabalhadores, os salários, a empresa afirma em comunicado que “as condições remuneratórias são as que decorrem do Contrato Coletivo em vigor”, e adianta que já apresentou “uma proposta aos sindicatos, a qual aguarda resposta, estando agendada uma nova reunião para o próximo dia 13 de dezembro”, no quadro das negociações que estão atualmente em curso.

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A Ecolezíria, empresa intermunicipal para o tratamento de resíduos sólidos, apresenta esta terça-feira, 27 de novembro, um projeto de recolha seletiva de resíduos porta-a-porta em 21 mil alojamentos dos seis municípios aderentes - Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos.

Criada inicialmente para gerir o aterro da Raposa, encerrado no Verão de 2015, a Ecolezíria sofreu uma alteração de estatutos, assumindo os municípios a totalidade do capital social (tinham apenas 51% e os restantes 49% estavam na posse de privados) alargando o seu âmbito de atuação a outros municípios interessados.

Além deste projeto de recolha seletiva de resíduos porta-a-porta, desenvolvido em conjunto com a associação ambientalista Zero, está ainda prevista a recolha de resíduos orgânicos em 14 mil alojamentos de quatro desses concelhos (Almeirim, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos).

Segundo a agência Lusa, que cita o presidente do Conselho de Administração da empresa, Dionísio Mendes, os dois projetos, da ordem dos 900.000 euros, são cofinanciados pelo Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR), tendo a Zero sido escolhida para colaborar na componente de sensibilização e divulgação do projeto"

De acordo com a mesma fonte, a recolha seletiva porta-a-porta vai, nesta fase, abranger 30% dos alojamentos existentes, num total de cerca de 40 mil pessoas num universo de 123 mil habitantes dos seis concelhos.

Ao longo do primeiro semestre de 2019 será feita uma campanha de sensibilização, com reuniões com juntas de freguesia, associações, coletividades e ações de contacto direto com os cidadãos, que serão convidados a preencher um inquérito para se conhecerem os seus hábitos de reciclagem e apelar à sua participação.

Os habitantes vão depois receber baldes para a separação dos resíduos orgânicos e sacos reutilizáveis para a separação dos resíduos em casa e sacos codificados para separação de papel e de plásticos, que serão postos à porta para recolha em diferentes dias da semana.

Nesta primeira fase, os aderentes vão receber senhas ou vales-brinde que podem ser usados em compras no comércio local, sendo objetivo, a prazo, deduzir o valor correspondente ao peso e volume do lixo separado na tarifa fixa destinada à recolha de resíduos que consta da fatura da água.

O projeto prevê ainda a distribuição de 7.500 compostores domésticos junto dos alojamentos incluídos na tipologia de moradia.

Para as zonas rurais, onde a dispersão das habitações tornaria demasiado onerosa a recolha porta-a-porta, a empresa projeta reforçar o número de ecopontos, aumentando o rácio por número de habitantes.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves