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Economia

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O Parque Tecnológico do Vale do Tejo (TagusValley) está a apresentar duas tecnologias inovadoras para a indústria alimentar durante o “Fórum de Inovação e Empreendedorismo do Ribatejo”, que decorre nos dias 29 e 30 de novembro, no Convento de São Francisco, em Santarém.

Um dos projetos, desenvolvido em parceria com a ESAS|IPS, destina-se ao sector vitivinícola, permitindo eliminar a tradicional utilização de dióxido de enxofre na estabilização do vinho, através da utilização de radiação UV à temperatura ambiente.

“Esta tecnologia tem aplicação a outros alimentos líquidos termo-sensíveis como o leite, sumos, vinagre e cidra”, explica ainda uma nota de imprensa do TagusValley.

A segunda novidade, desenvolvida em parceria com a COMPTA, está voltada para o sector da aquacultura, e permite implementar processos de controlo da evolução da produção dos peixes em tempo real e à distância através do recurso a tecnologias de visão artificial.

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Tornar sustentáveis os processos produtivos das empresas e promover a economia circular são dois dos grandes objetivos do “Lezíria + Sustentável”, um projeto que junta a Nersant e a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT).

O projeto foi apresentado e discutido num workshop sobre “Inovação e Sustentabilidade” esta quarta-feira, 29 de novembro, na Startup Santarém, durante o “Fórum de Inovação e Empreendedorismo do Ribatejo”, que a Associação Empresarial está a realizar até 30 de novembro.

“Tudo o que tem a ver com a sustentabilidade não é só algo que está na moda, é algo vital para a nossa sobrevivência enquanto espécie”, afirmou Pedro Ribeiro, o presidente da CIMLT na sessão de abertura dos trabalhos.

Há já 23 candidaturas entre os municípios da Lezíria, que aguardam aprovação por parte do Portugal 2020, explicou Pedro Ribeiro, para quem “a burocracia não pode ser um entrave” a ao desenvolvimento deste tipo de projetos.

Da parte da Nersant, também a presidente da direção, Maria Salomé Rafael, pediu ao Estado maior celeridade na análise das candidaturas.

“Durante muitos anos, acreditámos que os problemas ambientais eram apenas uma preocupação dos ambientalistas. Não o são, e hoje as empresas têm aqui um nicho de mercado muito interessante”, salientou a responsável.

Nesta sessão de abertura, Maria Salomé Rafael enalteceu ainda o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em parceria entre a Nersant e a CIMLT, não só no que se refere ao “Lezíria + Sustentável”, mas também a outros projetos que estas duas entidades estão a desenvolver na região.

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No ano que vem, o preço da água vai manter-se na mesma em Santarém, mas a tarifa de saneamento vai sofrer um aumento de 3,5%.

A informação foi dada pela administradora da Águas de Santarém, Teresa Ferreira, esta segunda-feira, 27 de novembro, na reunião de Câmara onde o plano de atividades, orçamento e tarifário para 2018 da empresa municipal foi aprovado com os votos favoráveis da maioria PSD e o chumbo do PS.

O agravamento da taxa de saneamento está diretamente relacionado com o cumprimento das recomendações da ERSAR, o regulador do sector da água em Portugal, explicou Teresa Ferreira, adiantado que, para uma família com um consumo médio, a fatura sofrerá um aumento que anda pelos 0,30 euros por mês.

“Não nos parece significativo”, afirmou a administradora, que destacou ainda o volume de investimentos previstos para 2018, e que rondam os 2,6 milhões de euros.

A Águas de Santarém, no que se refere a obras mais significativas, prepara-se para substituir seis quilómetros de condutas de abastecimento de água por todo o concelho, fazer novas captações de água (uma das quais em Vaqueiros) e resolver problemas de funcionamento de algumas ETAR.

Na reunião de Câmara, a discussão política centrou-se sobretudo em torno da questão das perdas de água, com o PS, pela voz do vereador José Augusto Santos, a considerar que a Águas de Santarém não está suficientemente preocupada com esse problema.

“As perdas de água andam na casa dos 30%, o que é um valor enorme tendo em que a empresa deixou de faturar”, afirmou José Augusto Alves, em relação àquele que foi o principal argumento do PS para chumbar o documento.

Teresa Ferreira explicou que as perdas de água em outubro de 2016 andavam pelos 32,7%, mas que eram de 40% em 2013, quando a atual administração tomou posse.

“Custa-me ouvir que a Águas de Santarém não está preocupada com esta questão, porque há aqui um grande caminho feito no sentido de reduzir as perdas”, respondeu a administradora, adiantando que o objetivo da empresa municipal é chegar aos 25% “a curto prazo”.

Futebol: Jogo Coruchense x Mondenense | Fotos: João Dinis