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Economia

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Gerida há cinco gerações apenas por mulheres, a Casa Cadaval, com sede na freguesia de Muge, concelho de Salvaterra de Magos, é uma das maiores e mais antigas herdades agrícolas do Ribatejo, com cerca de 4.800 hectares de área dedicada à agricultura, que se estende até ao vizinho concelho de Almeirim.

Teresa Schönborn, condessa do Cadaval, é a atual gestora da quinta, que está na sua família Álvares Pereira de Melo desde 1648, e que reparte a sua atividade por duas grandes áreas: a exploração agrícola, com cerca de 2.000 hectares e a produção agroflorestal, essencialmente com montado de sobro.

O diretor geral da Casa Cadaval, António Saldanha, explica que a empresa tenta diversificar a sua atividade por várias culturas, desde a produção de vinho, uma das que dá maior notoriedade, até à pecuária e criação do cavalo puro-sangue lusitano.

Aproveitando a proximidade com o rio Tejo, a Casa Cadaval tem cerca de 900 hectares de área de regadio, onde produz tomate, arroz, cenouras, alho francês e até tapetes de relva que equipam estádios de Madrid e Barcelona.

Apesar de ligada a um setor considerado tradicional, a Casa Cadaval é um dos bons exemplos de inovação e, também por isso, mereceu a visita, a 19 de janeiro, de uma comitiva da Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant).

“É uma forma de fazer a aproximação a estas empresas”, explicou o presidente da Comissão Executiva da Nersant, António Campos, que liderou a comitiva de empresários e responsáveis de instituições da região que visitaram a quinta ao abrigo do projeto Ribatejo Empreende.

Atualmente a empresa tem 37 funcionários permanentes e vários sazonais e um volume de negócios anual de cerca de dois milhões de euros.

 

62% do vinho produzido é para exportação

casa cadaval 02Apesar da diversidade de produtos produzidos na Casa Cadaval, a visita promovida pela Nersant centrou-se no produto mais reconhecido empresa - o vinho - cuja produção, dividida por 48 hectares de área, onde predominam as castas portuguesas, se destina maioritariamente (62%) à exportação.

O enólogo da quinta, David Ferreira, conduziu a comitiva por parte da adega e dirigiu a prova de vinhos, onde foram dados a provar alguns dos melhores vinhos da Casa Cadaval.

nersant formacao

Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) terminou na quinta-feira, dia 19, em Benavente, o roadshow que permitiu apresentar a todos os empresários da região dois projetos de formação-ação aprovados para as empresas da região.

A iniciativa, que passou também por Ourém, Abrantes, Torres Novas, Santarém e Cartaxo, reuniu os técnicos especializados na área da formação, que começaram por dar a conhecer a metodologia da formação-ação, que se adapta às reais necessidades de cada empresa.

O presidente da Comissão Executiva da Nersant, António Campos, que acompanhou o roadshow, refere que esta é uma metodologia em que a associação tem apostado nos últimos 8 anos, exatamente por ser muito direcionada para as empresas e para os empresários.

“Esta intervenção, considerada a melhor pela União Europeia, permite ao empresário / gestor conhecer melhor a empresa, pensar ou repensar a sua estratégia, e intervir, projetando-a no futuro (…). É um método que traz a formação para dentro da empresa e que permite detetar e tratar os problemas reais e específicos das empresas", concluiu António Campos.

Cada um dos projetos foi apresentado detalhadamente nas seis sessões que percorreram o distrito. Foi explicado que a grande diferença entre os projetos está relacionado com o setor de atividade das empresas participantes: enquanto que o Move PME se dirige a empresas de qualquer setor de atividade, o Melhor Turismo 2020 é direcionado exclusivamente para empresas no setor do turismo.

Os empresários que não tiveram a oportunidade de estar presentes nestas sessões mas que queiram conhecer estes projetos ou mesmo efetuar inscrição nalgum deles, podem ainda solicitar informações ao Departamento de Formação e Qualificação da Nersant, através dos contactos Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou 249 839 500.

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Os trabalhadores de duas das mais importantes indústrias transformadoras do distrito, a Fundição do Rossio de Abrantes (FRASAM) e a Companhia de Papel do Prado, em Tomar, vão entrar “em luta pela defesa dos seus vencimentos e dos seus postos de trabalho”.

A informação consta de um comunicado da União de Sindicatos de Santarém (USS), que adianta que os funcionários da Frasam iniciam uma greve de 24 horas esta sexta-feira, 20 de Janeiro.

A greve, que irá repetir-se nos dias 23, 27 e 30 de Janeiro e no dia 3 de Fevereiro, “surge como forma de luta pela exigência do pagamento dos subsídios de férias e de Natal em atraso”.

Já os trabalhadores da Prado, em Tomar, que tem atravessado um Lay-off, vão avançar com um pré- aviso de greve para o próximo dia 1 de Fevereiro.

“Recentemente a empresa tem contactado alguns trabalhadores no sentido de rescindirem contrato sem que sejam cumpridas todas as obrigações da empresa com os trabalhadores”, explica o comunicado da USS, que considera esta situação “imoral” e “aconselha os trabalhadores a não aceitar, pois não devem ser s trabalhadores a serem responsabilizados e penalizados laboral e financeiramente pelos problemas que a empresa atravessa”.

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