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Economia

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A edição de 2016 da Avisan, que decorreu entre os dias 1 e 4 de dezembro no Cnema, em Santarém, recebeu cerca de 20.500 visitantes, um número que supera as entradas registadas na edição do ano passado.

Segundo números divulgados pela organização, esta exposição nacional de aves, animais de companhia, equipamentos e acessórios “registou a presença de 88 expositores e reuniu exemplares das mais variadas espécies, entre aves, répteis, animais domésticos, exóticos e recebeu exposições internacionais de cães e gatos”.

A 23ª Exposição Canina Nacional de Santarém, que decorreu no sábado, dia 3, e a 17ª Exposição Canina Internacional de Santarém, no domingo, contaram com a participação de cerca de 1.100 exemplares, ao passo que as monográficas caninas das raças “Bulldog Inglês”, “Dogue de Bordéus”, e “Bassete Hound” reuniram perto de 70 animais.

Já a 6ª Exposição Internacional de Gatos de Santarém conseguiu um registo assinalável, com a presença de 380 exemplares das melhores raças.

Os visitantes puderam ainda apreciar diversas iniciativas, como shows mistos de araras, aves de rapina e répteis, mostras de coelhos anões, ou a 7ª exposição de pombos de desporto, entre outras atividades.

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Uma “start up” de Santarém criou uma urna para cinzas humanas em cortiça que já lhe trouxe um prémio de inovação numa grande feira internacional dedicada ao mercado funerário, em Espanha.

Esta pequena empresa, lançada pelo casal Clara Lopes e Miguel Simões depois de um programa apoiado pela Amorim Cork Ventures, está no mercado há menos de dois meses e já quase esgotou as primeiras unidades.

A ideia, segundo explicam, surgiu no final de 2015, e por um “feliz acaso”, pois o objetivo inicial era começar a desenvolver uma linha de produtos em cortiça dirigida ao mercado do turismo, mas que rapidamente se voltou para o segmento funerário.

Em 2016, o projeto, que recebeu o nome de “cork soul”, foi finalista do programa da Corticeira Amorim, que apoia o empreendedorismo e fomenta a criação e o desenvolvimento de novos produtos em cortiça.

O prémio foi o fornecimento da matéria-prima para as primeiras cem urnas, cujo design e forma de produção é da inteira responsabilidade dos criadores

“As perspetivas de negócio, para já, são muito animadoras”, afirmou à Rede Regional Clara Lopes, explicando que se trata de uma novidade no mercado.

A urna de cortiça é 100% ecológica e feita de um produto português único, sustentável e que respeita o meio ambiente.

Além de cumprir a função de guardar os restos mortais de entes queridos, o seu design torna-a quase decorativa, diferente das urnas tradicionais em cerâmica ou metal.

Urna premiada pelo seu caráter inovador

Em novembro, o casal levou a urna à “Funergal”, uma mega feira de produtos e serviços fúnebres realizada em Ourense, Espanha, de onde trouxe o prémio para o “Produto Mais Inovador”.

Além da distinção, “fizemos muitos contatos e recebemos algumas propostas de negócio de países como a Alemanha, o Chile ou a Colômbia”, explica Clara Lopes, acrescentando que a internacionalização do projeto foi sempre um objetivo da criação da empresa, a OrnamentaPaisagem.

Em Portugal, a “cork soul” pode ser encontrada já em várias agências funerárias, sobretudo na zona de Lisboa e Santarém.

Para arrancar com o negócio, além de criar o próprio website e página no Facebook da empresa, o casal tem apresentado o produto num porta-a-porta aos agentes do sector, que têm mostrado uma boa recetividade à urna e adquirido a maioria das unidades que a empresa já produziu.

Para já, a “cork soul” pode ser encontrada em dois modelos diferentes, sendo que o design do primeiro foi inspirado numa lágrima.

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A padaria Flor de Aveiro, com o seu “bolo rainha”, e a “trança de Natal” da pastelaria Mina da Estação, de São João da Madeira, arrebataram os primeiros lugares no concurso “Melhor dos Melhores” nas categorias “Concurso Nacional de Bolo Rei” e “Concurso Nacional de Bolos Especiais de Natal”, respetivamente.

Estas competições, que decorrem ao longo do ano no Cnema, em Santarem, pretende premiar, promover, valorizar e divulgar a qualidade, especificidade e a diversidade dos produtos portugueses, motivando os produtores para respeitar os modos de produção, as receitas e o uso dos ingredientes genuínos.

No “Concurso Nacional de Bolo Rei”, a medalha de prata foi atribuída ao bolo rei escangalhado da Briosa do Mondego, de Coimbra, ao passo que no “Concurso Nacional de Bolos Especiais de Natal”, que se realizou pela primeira vez, a medalha de prata foi entregue à Flor de Aveiro.

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