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Economia

cafe central

O mítico Café central, situado na rua Guilherme de Azevedo, em pleno coração do centro histórico de Santarém, abriu ao público esta segunda-feira, 22 de janeiro, um dia depois da inauguração oficial, que reuniu várias dezenas de convidados no renovado espaço.

Dividido em três espaços - café e restaurante na sala principal e zona de petiscos na Tasca Central - o novo Café Central tem a gerência de Rui Domingos e Vítor Pessoa, responsáveis pela empresa Fatia Feliz, Lda.

 

Duas décadas que davam para escrever um livro

As últimas duas décadas do Café Central davam quase para escrever um livro. O declínio da clientela levou ao encerramento do espaço, tendo a Câmara de Santarém decidido tomar o edifício de trespasse em Abril de 2000, a troco de 60 mil contos (cerca de 300 mil euros).

O objetivo do executivo de então, liderado por José Miguel Noras, era evitar que o Central fosse transformado num pronto a vestir, numa hamburgueria ou numa loja dos 300, que na época estavam muito em voga.

Só que o negócio, que passou por cinco executivos e 4 presidentes de câmara, praticamente nunca correu bem. O concessionário que ganhou o primeiro concurso e explorou o espaço entre 2002 e 2007 - Paulo Oliveira - chegou a ser acusado de ter feito desaparecer equipamentos no valor de cerca de 80 mil euros mas, em 2012, o tribunal viria a absolvê-lo por não se ter provado que a câmara lhe tinha entregue os equipamentos.

Seguiu-se nova concessão, em janeiro de 2010, desta vez à firma Carmen & Selim, mas o contrato seria rescindido, em maio de 2011, por falta de pagamento das rendas, num total de 15.600 euros.

A 30 de junho de 2014, a autarquia, com os votos favoráveis do PSD e a abstenção do PS e da CDU, colocou ponto final no processo do Café Central, um negócio que, ao todo, custou à autarquia cerca de 700 mil euros nos últimos 14 anos.

O Café Central voltou assim às mãos do proprietário que, neste acerto final de contas, ainda recebeu cerca de 69 mil euros (49 mil de indemnização acrescidos de 20 mil euros respeitantes a rendas em atraso e juros).

Dos cerca de 700 mil euros gastos nestes 14 anos (300 mil do trespasse, outros tanto de rendas e o pagamento final - uma média de 50 mil euros por ano) a autarquia terá recuperado apenas alguns milhares de euros das rendas que foram pagas pelo primeiro concessionário, sendo que o Central esteve encerrado durante metade do tempo em que esteve sob trespasse.

Em 2018, o Central, construído em 1937 e classificado como imóvel de interesse municipal desde 1999, ganha finalmente nova vida com o arrendamento, por parte dos antigos donos à empresa Fatia Feliz, Lda.

gotik gin

O Gotik, primeiro gin produzido no Ribatejo, foi distinguido como o melhor gin português na categoria dos London Dry Gin pelo World Gin Awards 2018, cuja lista foi divulgada no dia 10 de janeiro em Londres.

Esta distinção, feita pela Gin Magazine, sucede à conquista das medalhas de prata e bronze no ”International Wine & Spirits Competition”, em 2017, os primeiros prémios de destaque desta marca produzida nas Fontainhas, nos arredores de Santarém.

Gonçalo Pereira, fundador do projeto com mais 4 amigos, não esconde que estar na lista ao lado de grandes marcas internacionais é uma motivação ainda maior para levar o produto a outros mercados.

O gin Gotic é elaborado por um conjunto de 7 destilações que ocorrem em alambiques de cobre de pequena dimensão. Segundo a marca, "na sua composição estão presentes 21 botânicos, com o cunho do zimbro português e a singularidade marcante da abóbora manteiga conciliados de forma harmoniosa com sementes de coentros, pimenta rosa, tomate, framboesa entre muitos outros".

A MVP Gin foi fundada durante o ano de 2015 por cinco amigos empreendedores todos eles nascidos na região de Santarém. Gonçalo Pereira como gerente da MVP, produtor e exportador de hortícolas, vê concretizado o seu sonho de reduzir o impacto ambiental da sua atividade principal reutilizando desta forma a abóbora manteiga que pelo seu calibre muitas das vezes é impedida de ser exportada.

A MVP Gin hoje já está presente por todo o mercado nacional e em mercados externos como Holanda, Angola, Inglaterra. 

nersantchile

Existem diversos produtos da região do Ribatejo com potencial de exportação para o Chile, segundo um estudo realizado pela Nersant, e que abrange não só este país da América Latina como o Canadá, Moçambique, Austrália, Colômbia, Gana, Marrocos, México, Polónia e Turquia.

“No caso do Chile, o estudo permite apurar 69 produtos da região com potencial para aumentar as vendas das empresas ribatejanas no mercado chileno, o que representa um valor de mercado potencial de 2.925 milhões de euros”, explica uma nota de imprensa da associação empresarial.

As secções em destaque, que apresentam cada uma valores potenciais de mercado acima dos 150 milhões de euros, são os produtos das indústrias alimentares, bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres, tabaco e seus sucedâneos manufaturados.

Nos produtos das indústrias químicas ou das indústrias conexas, onde foram identificados sete produtos com um potencial de exportação de 220 milhões de euros, destacam-se as preparações tensoativas com 78 milhões de euros e os inseticidas com 58 milhões de euros.

“Com mercado potencial acima de 150 milhões, estão ainda os plástico e suas obras borracha e suas obras, os metais comuns e suas obras, e as máquinas e aparelhos, material elétrico, e suas partes aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios, segundo a mesma nota da Nersant.

Estes estudos de mercado de apoio à exportação que a associação empresarial está a distribuir gratuitamente pelas empresas da região são uma iniciativa ao abrigo do projeto de apoio à internacionalização “Exportintelligence”.

Para além da informação sobre os produtos com potencial de exportação para o Chile, existe ainda informação complementar sobre "Como exportar para o Chile", onde dá a conhecer as relações económicas e comércio internacional do país, o seu caráter fiscal e procedimentos para a exportação.

Com estes estudos, a Nersant pretende proporcionar às empresas da região a possibilidade de atingir novos mercados, tentando aumentar a probabilidade de sucesso nos mesmos, identificando quais as complementaridades entre a oferta da região e os mercados de destino.

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