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Economia

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Santarém é o concelho que apresenta, até ao momento, mais empresas inscritas na Fersant, a Feira Empresarial da Região de Santarém, que vai decorrer no Cnema, em paralelo com a Feira Nacional da Agricultura, de 10 a 18 de junho.

Este ano, e a apenas três meses do início da feira, “a associação tem já 80% do seu espaço ocupado”, explica uma nota de imprensa da Nersant, que acrescenta que 18 são do concelho de Santarém.

Só no último ano, passaram pela Feira Nacional da Agricultura e pela Fersant cerca de 250 mil visitantes, provenientes de todo o país, o que dá às empresas participantes grande visibilidade regional e nacional.

 “Para além das evidentes mais-valias comerciais que as empresas obtêm devido à Fersant, outra das características da feira é o facto de o certame ser um ótimo espaço para a realização de networking entre as várias empresas expositoras”, acrescenta a mesma nota, onde se lê que “não raras vezes os empresários participantes travam conhecimentos e efetuam negócios entre si durante o certame”.

salvaterraCCAMsocios

O Crédito Agrícola de Salvaterra de Magos está quase há ano e meio para cumprir duas decisões judiciais que obrigam esta instituição bancária a fornecer a listagem completa dos seus associados a um grupo de sócios que quer concorrer às eleições para os órgãos diretivos.

Ainda esta semana, um elemento deste grupo de cooperantes deslocou-se ao balcão da vila ribatejana onde, mais uma vez, não lhe foi entregue a informação que solicitou.

“Nem sequer uma declaração me passaram a dizer concretamente o que eu fui lá fazer, deram-me um papel onde está escrito que fui tratar de assuntos do meu interesse”, explicou à Rede Regional João Delgado, para quem esta situação “já ultrapassou todos os limites”.

O grupo descobriu recentemente que o Crédito Agrícola marcou uma Assembleia Geral Extraordinária para 18 de março, e teme que a mesma sirva para fazer aprovar expedientes que dificultem ainda mais a sua intenção de formar uma lista concorrente.

Um braço de ferro que já leva dois anos

Além de exigir o cumprimento do que foi decidido pelos tribunais, este grupo de sócios suspeita que a teimosia em não fornecer as listagens completas esteja relacionada com eventuais irregularidades graves na gestão do banco.

Segundo os estatutos do próprio Crédito Agrícola, a formação de lista para concorrer aos órgãos diretivos obriga à recolha das assinaturas de 10% dos associados, que serão cerca de 7 mil, segundo João Delgado.

Sem a informação completa dos cooperantes, “nunca teremos capacidade para apresentar o nosso projeto a votos”, acrescentou.

Recorde-se que, em dezembro de 2015, o Tribunal de Benavente anulou todo o processo eleitoral para os órgãos sociais desta Caixa, no seguimento de uma providência cautelar interposta por um sócio, António Azenha Dias, a quem foi negada esta informação.

A sentença é clara ao obrigar a Caixa Agrícola a fornecer as listagens completas dos associados aos proponentes, e já foi confirmada pela Relação de Évora e pelo Supremo Tribunal de Justiça.

O Crédito Agrícola não só não cumpriu a decisão, como marcou novas eleições para dezembro de 2016, que, desta vez, foram anuladas pelo Tribunal do Comércio de Santarém, no seguimento de uma segunda providência cautelar entregue por João Delgado, com os mesmos argumentos da primeira.

Este grupo de sócios tem pressionado o banco para que cumpra a lei, mas está num verdadeiro braço de ferro com os atuais órgãos diretivos, que gerem o Crédito Agrícola há muitos anos e onde existe, segundo os mesmos, relações muitos próximas de família e amizade entre vários membros.

Caso consigam ser eleitos para a direção, uma das primeiras medidas vai ser a realização de uma auditoria externa à gestão do Crédito Agrícola, segundo explicaram à Rede Regional.

A Rede Regional esteve no balcão de Salvaterra de Magos e tentou obter esclarecimentos junto da atual direção da instituição, que optou por prestar declarações.

A Caixa Geral de Depósitos confirmou esta quarta-feira, 1 de março, o encerramento das suas agências bancárias em Santa Margarida, no concelho de Constância, e na Golegã a 31 de março deste ano.

A garantia é dada pela agência Lusa, que cita fonte oficial da instituição bancária, que explica que os clientes da Golegã serão integrados na agência da Chamusca e os de Santa Margarida serão integrados na agência de Constância.

A mesma fonte justifica estes encerramentos com o plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, previamente acordado com as autoridades europeias, em que está prevista a realização de um programa de reestruturação da rede de agências, à semelhança da restante banca portuguesa.

Recorde-se que tanto a presidente da Câmara de Constância, Julia Amorim, como o presidente da Câmara da Golegã, Rui Medinas, manifestaram a sua discordância pelo fecho dos balcões da CGD.

Também os deputados do PS eleitos por Santarém questionaram ontem o ministro das Finanças sobre o anunciado encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos na Golegã, perguntando “como pretende o Governo assegurar o Serviço Público Bancário” naquele concelho.

Balonismo em Coruche - Fotos João Dinis