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Economia

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Luís Inácio, com o projeto “GM2E”, foi o vencedor do concurso de ideias de negócio promovido pela Nersant no âmbito do projeto “Incubar+Lezíria”, cuja terceira edição recebeu um total de 24 candidaturas.

De acordo com a classificação atribuída pelo júri, Patrick Pedreiro, com o projeto “ARIKSON”, ficou no segundo lugar, e Ricardo Aleixo na terceira posição, com o projeto “AGRSMART”.

“Os vencedores têm como prémio a participação na 3.ª edição do Programa de Aceleração de Ideias da Startup Santarém e ainda um período de incubação gratuito nesta incubadora que pode chegar aos 15 meses”, explica uma nota de imprensa da Nersant, que acrescenta ainda que os “vencedores participarão, quando terminar a sua preparação, em eventos de apresentação a potenciais parceiros e financiadores”.

Esta edição do concurso teve como temas a concurso “Indústrias e Tecnologias de Produção”, “Aplicações e Tecnologias de Informação e Comunicação”, “Transportes, Mobilidade e Logística”, e “Smart Cities”.

O júri foi composto por António Campos, presidente da Comissão Executiva da Nersant, António Fonseca Ferreira, ex-presidente da CCDR Lisboa e Vale do Tejo, Filipe Madeira, professor no Instituto Politécnico de Santarém, Manuel Laranja, professor no ISEG, e Nuno Malta, diretor do Centro de Negócios e Inovação de Rio Maior.

A Nersant anunciou ainda, no âmbito do “Incubar+Lezíria”, a realização de um 4º concurso de ideias de negócio, que decorrerá durante o mês de maio.

alcool jovens

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) instaurou 13 processos de contraordenação por venda de bebidas alcoólicas a menores, e identificou 29 jovens, no âmbito de diversas ações de fiscalização levadas a cabo nos últimos dias em várias cidades, incluindo o Cartaxo.

Em comunicado, a ASAE explica que as operações foram realizadas através da Unidade Regional do Sul, entre 30 de abril e 1 de maio, e incidiram na fiscalização da comercialização e disponibilização de bebidas alcoólicas a menores em recintos festivos.

“Como resultado destas ações, que decorreram em Beja, Estremoz e Cartaxo, foram fiscalizados cerca de 50 operadores económicos, tendo sido instaurados 13 processos de contraordenação por venda e disponibilização de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos”, pode ler-se no referido comunicado.

Na sequência destas operações, foram ainda identificados 29 jovens, com idades entre os 13 e os 17 anos.

A ASAE instaurou mais quatro processos de contraordenação a operadores económicos da restauração, a operar nos referidos recintos, por não terem o sistema obrigatório de gestão e controlo da segurança alimentar, por falta de rotulagem e por falta de rastreabilidade em produtos alimentares.

Foram apreendidos 138 queijos, bem como rótulos avulso (estes por uso indevido) utilizados para colocação junto ao produto/queijo quando apresentado ao cliente, já empratado, no serviço à mesa.

No âmbito destas intervenções, a ASAE instaurou também um processo-crime por usurpação, à entidade organizadora de um evento, com apreensão de uma obra musical.

industria40 mira amaral

"As PME vão entrar nesta Revolução da Indústria 4.0. Não se trata de um Big Bang, é um processo evolutivo e natural". É com esta frase que o ex-ministro Luís Mira Amaral analisa as mudanças que se colocam às empresas e aos empresários nesta nova era digital.

Convidado pela Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) para participar esta quinta-feira, 4 de maio, no debate "Os Desafios e a Aplicação da Indústria 4.0", realizado na Startup Santarém, Mira Amaral descreve a Indústria 4.0 como "a crescente digitalização da economia e das nossas empresas, em toda a cadeia de valor, trata-se de um processo evolutivo".

Numa altura em que os serviços ligados à indústria são praticamente tão importantes quanto a manufatura, a inovação é chave. Por isso mesmo, Mira Amaral defende a importância da inovação aberta que "é pôr a empresa em contacto com todos os stakeholders e através da troca de conhecimento, gerar inovação. O modelo que inclui as plataformas digitais, esta indústria 4.0, contribui muito para o aumento da inovação aberta".

Em relação à importância desta Quarta Revolução nas Pequenas e Médias Empresas (PME), o antigo ministro considera que "uma PME tem de estar sempre a inovar, aliás as que sobrevivem é porque inovam, mesmo que não tenham consciência disso ".

O orador destacou ainda a importância de aliar investigação às empresas e garante que "na investigação gastamos dinheiro para criar conhecimento, já a inovação empresarial pega no dinheiro que se investiu na investigação e aplica-o nas empresas para inovar. É uma transferência de conhecimento. Porque são as empresas que trazem dinheiro para a economia".

Para Mira Amaral, a principal diferença da Indústria 4.0 é que envolve as Ciências da Vida: "estamos na quarta Revolução Industrial, a revolução da convergência entre o mundo físico, as tecnologias digitais, os sistemas biológicos e as ciências da vida. Esta é a minha tese, não se trata só de digitalização, passa para o âmbito das ciências da vida, se virmos bem é isso que está a acontecer na indústria agroalimentar".

Em relação aos constrangimentos e ao impacto social desta Revolução, Mira Amaral destaca as previsões de que "10% a 15% dos atuais empregos no setor industrial irão desaparecer nos próximos 10 anos", mas descansa o auditório, "serão criados tantos outros".

Num ambiente descontraído, Mira Amaral fez ainda uma declaração que arrancou sorrisos ao auditório: "foi para evoluir sempre que entrei na Economia, depois entrei na política, mas arrependi-me a tempo e voltei à economia. Estava a ficar tecnologicamente obsoleto!".

Balonismo em Coruche - Fotos João Dinis