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Economia

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Dentro de três meses, sensivelmente, o governo espera apresentar as primeiras linhas gerais estratégia nacional para a recuperação da produção de cereais em Portugal.

Quem o disse foi o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, este sábado, 10 de junho, na inauguração oficial da 54ª Feira Nacional da Agricultura, que este ano tem precisamente os “Cereais de Portugal” como tema central, um sector onde o país é bastante deficitário.

“Queremos agarrar no sector e recuperá-lo. Há um conjunto de constrangimentos que é necessário ultrapassar, mas temos condições de trabalhar para nichos de mercado de forma muito interessante”, afirmou o ministro, explicando que o grupo de trabalho, composto por representantes do Ministério da Agricultura e das organizações profissionais do sector, estará “a trabalhar dentro de muitos poucos dias”.

Esta estratégia “não vai apenas definir linhas orientadoras e diretrizes gerais, queremos vê-las postas em prática com medidas concretas, quantificadas e calendarizadas”, acrescentou Capoulas Santos, que já assinou o despacho para a constituição do grupo de trabalho.

Sobre o sector agrícola em geral, e durante uma prolongada visita às várias zonas de expositores da FNA, o ministro mostrou-se “muitíssimo otimista, sobretudo devido às trocas de impressões que tenho tido com os agentes económicos aqui representados”.

“O ano passado fui confrontado com uma série de queixas e com um clima de desmoralização, mas agora as empresas estão a vender mais, estão a exportar mais e existe um clima de confiança entre os agricultores, que acreditam no futuro”, salientou o responsável da tutela.

A 54º edição da Feira Nacional da Agricultura / 64ª Feira do Ribatejo, o maior evento dedicado em Portugal dedicado a este sector, está de portas abertas no Cnema, em Santarém, até ao próximo dia 18 de junho, esperando cerca de 200 mil visitantes, entre os quais cerca de 40 mil profissionais do sector

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O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, foi o convidado de honra da sessão de apresentação das condições de comercialização da Área de Localização Empresarial (ALE) do Falcão – Valleypark, cujas infraestruturas já podem ser negociadas com os investidores interessados.

Representando um investimento municipal superior a 2,3 milhões de euros, a ALE tem uma área infraestruturada de 155 mil metros quadrados, e é constituída por 63 lotes de 500 e de 1000 m2, todos com possibilidade de emparcelamento.

A ALE do Falcão – Valleypark “é um bom exemplo do bom momento que o Cartaxo vive”, referiu Manuel Caldeira Cabral durante a sessão, que reuniu empresários do concelho e da região, autarcas, deputados e responsáveis de instituições públicas e privadas, entre os quais os presidentes da CCDR Lisboa e Vale do Tejo e da CCDR Alentejo, ou a Direção Executiva do Fundo de Apoio Municipal.

As condições de comercialização foram apresentadas pelo presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro, e por José Eduardo Carvalho, presidente do conselho de administração da ALE do Falcão - Valleypark.

“Este é um dos dias mais importantes deste mandato”, referiu o responsável do município, explicando que “resolver os enormes problemas que esta ALE enfrentava em 2013, pela sua complexidade, foi um dos maiores desafios que enfrentámos”.

José Eduardo Carvalho destacou a importância competitiva desta ALE no que se refere ao seu ”modelo e legislação de licenciamento e tramitação administrativa de instalação de empresas”.

A comercialização dos lotes que “finalmente se vai poder iniciar” foi possível pelo recente registo do plano de pormenor do loteamento, assim como pelo facto de a sociedade gestora ter visto os seus créditos à banca adquiridos por um grupo de investidores que “vai dinamizar o projeto”.

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A edição de 2017 da Fersant, a feira empresarial organizada pela Nersant, vai colocar 70 empresas em 115 espaços da nave B do Cnema, durante a Feira Nacional da Agricultura, que se realiza de 10 e 18 de junho, em Santarém.

A exemplo dos anos anteriores, a Nersant volta a registar lotação esgotada para o espaço disponível, registando também um aumento de empresas interessadas em expor ou seus produtos e serviços, devido às crescentes oportunidades comerciais que nele participam.

Segundo uma nota de imprensa da Nersant, a Fersant “tem vindo a assumir um papel fundamental no que ao networking empresarial diz respeito”, uma vez que “as empresas têm oportunidade de aumentar efetivamente a sua carteira de clientes, pois este evento é um centro privilegiado de contactos comerciais com oportunidade para a concretização de inúmeros encontros entre clientes e fornecedores, atuais e potenciais e até, eventuais agentes e distribuidores”.

“A melhoria e promoção da imagem de marca e prestígio dos produtos, transmitindo mensagens sobre as apostas das suas estratégias e políticas em matéria de qualidade, meio ambiente, inovação, diversificação, flexibilização produtiva e desenvolvimento de tecnologias de ponta é outra das mais-valias do certame empresarial”, acrescenta a mesma nota.

XTerra Golegã - Fotos Carlos Simões