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Categoria: Economia

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Pela segunda vez em menos de um mês, os funcionários da Foamy Sparkle, a empresa que assegura os serviços de limpeza no Hospital de Santarém, entraram em greve esta segunda-feira, 1 de outubro, num protesto que se vai estender durante três dias.

Concentrados à porta da unidade hospitalar, os trabalhadores explicaram à Rede Regional que a sua luta é direcionada para a empresa que os contratou, a quem exigem o pagamento atempado dos salários e o respeito pelas obrigações laborais constantes dos contratos de trabalho, casos das férias e dos descontos obrigatórios para a Segurança Social.

“Além dos ordenados sempre em atraso e dos subsídios de férias, a empresa não nos dá quaisquer condições de trabalho e não faz uma gestão correta do pessoal”, refere Paulo Vasconcelos, um dos funcionários que lamenta trabalhar numa “organização desorganizada”.

Até quarta-feira, 3 de outubro, serão assegurados apenas os serviços mínimos e por vontade dos próprios trabalhadores, para não causar ainda mais transtornos ao funcionamento do Hospital de Santarém.

“Assegurar os serviços mínimos foi uma decisão que veio do bom senso dos trabalhadores, porque a empresa, ao não laborar 24 horas por dia, não pode exigir aos funcionários esses serviços mínimos”, explicou à Rede Regional Teresa Faria, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA), que convocou esta greve.

No arranque da paralisação, os trabalhadores receberam a visita da deputada do PCP Rita Rato, que esteve a tomar nota das queixas dos funcionários em relação à sua entidade patronal.

“O que se passa aqui não é de forma alguma aceitável”, disse a deputada à Rede Regional, frisando que, além das questões laborais que afetam diretamente os funcionários, “também não é aceitável que o Estado celebre contratos públicos com empresas que não garantem os direitos dos seus trabalhadores”.

O grupo parlamentar do PCP, segundo Rita Rato, vai dirigir uma Pergunta ao Governo “não só para garantir o cumprimento dos direitos destes trabalhadores, mas também para que o Ministério da Saúde assegure que a empresa que ganhar o próximo contrato assuma todos os seus compromissos legais”.

A Rede Regional tentou obter uma reação por parte dos responsáveis da Foamy Sparkle, mas ninguém atendeu sequer o telefone da sede da empresa.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis