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Categoria: Economia

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Um pouco por todo o Ribatejo, as vinhas foram das culturas mais afetadas pela onda de calor extremo que se fez sentir nos primeiros dias de agosto.

As altas temperaturas a rondar os 45º queimaram vinhedos inteiros, deixando cepas e cachos em maturação apenas com passas de uvas.

“O calor queimou cerca de 70% de uma vinha nossa, onde estimamos que existam cerca de 15 hectares afetados ou completamente destruídos pelas altas temperaturas”, disse à Rede Regional Paulo Cunha, da Pinhal da Torres Vinhos, uma empresa de Alpiarça que se dedica à produção de vinhos de qualidade, a maioria para exportação.

Os prejuízos não são ainda quantificáveis, mas serão “bastante elevados”, assegura este produtor.

“Para já, temos um problema a nível da quantidade, pois perdemos parte das uvas. A nível da qualidade, acreditamos que seria um bom ano, mas ainda é cedo para afirmarmos isso com certeza”, explica Paulo Cunha.

Os cachos desta vinha de 30 hectares, batizada de “Águas Vivas”, foram ainda mais afetados por se tratar de uma vinha nova, onde as cepas têm menos parras.

“As uvas não estavam tão protegidas e queimaram-se mais. Em vinhas mais velhas, os prejuízos são menores”, acrescenta o produtor de Alpiarça.

Por se tratar de um fenómeno ocorrido há poucos dias, e em pleno período de férias de Verão, as organizações do sector ainda estão a apurar números e a compilar dados, mas é esperada uma quebra na produção.

Estima-se que, só a nível do Ribatejo, existam centenas de produtores com muitos hectares de vinha totalmente perdidos.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis