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Categoria: Economia

A DAI – Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial, empresa refinadora de açúcar com sede em Coruche, está às portas da liquidação após o Tribunal de Santarém aceder ao pedido de um dos 100 trabalhadores da empresa e ter nomeado Pedro Proença, que também é o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, para administrador judicial provisório empresa.

Segundo o "Jornal de Negócios", que avança a notícia, Após o falhanço do plano de recuperação aprovado há ano e meio, a DAI, parada há mais de três anos, depois de ter acumulado dezenas de milhões de euros de prejuízos, foi comprada em Abril por um grupo egípcio, mas deverá seguir para liquidação.

Em declarações ao mesmo jornal, o presidente da Confederação de Sindicatos da Indústria, Energia e Transportes (Cofesint), Luís Gonçalves, explicou que o grupo egípcio ACE Group tinha chegado a acordo com 90% dos trabalhadores, aos quais iria pagar esta semana 2,4 milhões de euros por cessão dos seus créditos, mas, com esta nomeação judicial, o negócio vai por água abaixo.

A DAI foi constituída em março de 1993, envolvendo um investimento global de 80 milhões de euros. Começaria a laborar em julho de 1997, numa área de 290 mil metros quadrados instalada num terreno de cerca de 75 hectares, criando cerca de 200 empregos directos e beneficiando ainda a produção dos 800 agricultores que passaram a dedicar-se à produção de beterraba.

Em dezembro 2006, com a decisão da Comissão Europeia de reduzir fortemente as quotas e os apoios a esta cultura, foi obrigada a refinar exclusivamente açúcar bruto de cana, o que obrigou a um investimento de12 milhões de euros.

Em abril de 2015, o excesso de oferta no mercado e a consequente baixa do preço do açúcar levaram a empresa a uma situação financeira cada vez mais complicada, entrando em "lay-off", por 3 meses, em março de 2016. Findo este período, os trabalhadores suspenderam os contratos de trabalho.

A 12 de Setembro desse ano, a DAI entra em Processo Especial de Revitalização (PER), com dívidas de 5.4 milhões de euros a um total de 222 credores.

Veja a notícia do Jornal de Negócios AQUI.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis