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Categoria: Economia

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MARIA DO CÉU ALBUQUQERQUE, JOÃO PAULO CATARINO E DOMINGOS CHAMBEL

O presidente da Unidade de Missão de Valorização do Interior, João Paulo Catarino, anunciou no dia 23 de junho, em Abrantes, que está na calha uma redução dos custos de circulação na A23.

Num debate sobre "Os desafios da interioridade", promovido pela Associação Empresarial da Região de Santarém (NERSANT), com o apoio dos municípios de Abrantes, Constância, Mação e Sardoal, o conhecido empresário abrantino e vice-presidente da direção da NERSANT, Domingos Chambel, levantou a questão das portagens como um dos principais problemas da região.

"Temos aqui na zona empresas que diariamente têm 3 ou 4 camiões a circular na A23 e os custos são excessivos. Ora, as empresas começam a pensar noutras alternativas e não pode ser! Já se fez cálculos e nós, que andamos na A23, pagamos muito mais do que as empresas que circulam na A1", disse Domingos Chambel.

Na resposta, João Paulo Catarino anunciou que "provavelmente será aprovada, no dia 14 de julho, uma redução do valor das portagens na A23, para veículos de mercadorias e pesados".

Mas este não foi o único problema discutido neste debate, realizado na Biblioteca Municipal António Botto. A Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, referiu que é necessário "criar mais e melhores infraestruturas, seja para atrair novas pessoas ou manter as que aqui temos", tendo exemplificado com "a construção de uma nova ponte ou de outros equipamentos que valorizem ainda mais a região”.

A autarca acrescentou ainda que "é importante que haja cada vez mais apoios para as empresas, nomeadamente incentivos financeiros e logísticos, quer para as empresas que já estão no território, quer para aquelas que aqui se pretendam instalar".

Vasco Estrela, autarca de Mação, defendeu que “os territórios têm de ser apoiados pela Estado para que todos em conjunto melhorem o que já existe. Não podem ser apenas os Municípios ou as empresas a trabalhar para tal, uma vez que sozinhos também não têm capacidade".

Já o presidente da Câmara do Sardoal, Miguel Borges, acrescentou que os territórios do interior têm de ser vendidos pela sua qualidade de vida. "Interioridade não é sinónimo de inferioridade. Interioridade é sinónimo de qualidade", destacou, acrescentando que no seu Município, opta por criar "equipamentos e outras formas de atratividade para novas famílias".

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