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Categoria: Economia

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Cerca de 200 mil visitantes, dezenas de políticos e altos especialistas no sector agrícola presentes, e mais de 6 mil participantes nas 38 ações, entre reuniões, encontros e seminários, marcam a edição deste ano da Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo, em que só o tempo não quis ajudar.

No balanço feito este domingo, 10 de junho, a meio deste último dia de feira, tinham entrado no certame (de sábado a sábado) 180.417 pessoas, um número que é apenas um dos sinais de sucesso da edição deste ano.

Este ano centrada no “Olival e Azeite”, a feira deu a conhecer algumas das mais avançadas tecnologias e novidades para a produção agrícola e termina hoje com um balanço positivo na participação de expositores e área ocupada pelas empresas que marcaram presença no evento para divulgação de produtos e serviços.

O administrador executivo do Centro Nacional de Exposições, Luís Mira, que é também secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), destaca e agradece “a presença e o investimento dos expositores” na feira, referindo que “se estão aqui é porque fazem negócios e vendas”.

Em termos institucionais, além da presença sempre notada do Presidente da república, Primeiro Ministro e outros membros do Governo, Luís Mira salientou a participação do Comissário Europeu da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Phil Hogan, que debateu em Santarém com agricultores de vários países temas quentes como a diminuição dos fundos comunitários para o setor agrícola e considerou que a “Feira Nacional de Agricultura é cada vez mais um evento internacional devido à dimensão do evento e à presença de muitas individualidades estrangeiras.”

A Feira de Agricultura voltou a colocar destaque os produtos premiados nos vários concursos nacionais que decorreram no Centro Nacional de Exposições e cujos vencedores, considerados “O melhor dos melhores”, ganham um espaço gratuito para exporem os seus produtos na Nave A, enquanto os que alcançaram medalhas de ouro, prata ou bronze beneficiaram de descontos para participar no Salão Prazer de Provar.

 

Melhores condições e grande adesão aos transportes públicos

fna balancoProsseguindo a política de anos anteriores, a feira apostou, uma vez mais, na melhoria de condições para visitantes e expositores com a colocação de mais “zonas de sombreamento” na zona exterior de exposição e novas instalações sanitárias, um investimento que Luís Mira garante vai continuar em 2019.

Relativamente aos transportes, destacou o serviço de autocarro gratuito para que os visitantes pudessem deslocar-se com mais facilidade, um serviço que contou com bastante adesão e teve de ser reforçado. “Começa a ser um hátito, sobretudo para os mais novos”, disse Luís Mira.

 

Aposta no cavalo e mudança do palco com balanço positivo

Uma das alterações introduzidas este ano que poderia causar maiores transtornos foi a mudança do palco de espetáculos para uma zona lateral do grande ringue. Luís Mira diz que foi “uma aposta ganha”, o mesmo acontecendo com a aposta nas iniciativas equestres, que passaram a ter um espaço próprio no Grande Ringue, uma das zonas mais nobres do certame.

O responsável reconhece que há situações a melhorar, como a questão dos acessos ao espaço, mas lembra que esta aposta no cavalo é um projeto a 3 anos.

 

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