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Categoria: Economia

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Várias linhas de produção das Carnes Nobre, em Rio Maior, estiveram paradas durante a tarde desta quinta-feira, 8 de março, na sequência da greve e manifestação que contou com a adesão de 400 dos cerca de 550 trabalhadores desta unidade fabril.

Depois da concentração à porta da empresa, pelas 16 horas, os trabalhadores, na sua maioria mulheres, seguiram em protesto até à Câmara Municipal de Rio Maior, onde a presidente Isaura Morais recebeu uma delegação sindical.

Os representantes dos trabalhadores pediram à autarca “solidariedade e compromisso político para consciencializar a administração da empresa para a necessidade da resolução dos problemas dos trabalhadores e cumprimento da lei laboral”, segundo explica uma nota de imprensa da União de Sindicatos de Santarém (USS).

A greve e o protesto visaram chamar a atenção para os baixos salários (maioritariamente o salário mínimo), a ausência de subsidio de frio, a precariedade generalizada, existindo casos de funcionários a trabalhar há 15 anos com contratos a termo incerto, o desrespeito pelas categorias profissionais e o não cumprimento da lei em matérias como a atribuição de horas para amamentação a trabalhadoras lactantes ou a inserção da meia hora de almoço no horário de trabalho dos trabalhadores em horário continuo, adianta ainda a mesma nota.

Tendo em conta a adesão, a USS saúda os trabalhadores da empresa pela “sua coragem e unidade”, e acrescenta que “esta foi sem dúvida a mais bela forma de comemorar o dia 8 de março, e os valores emanados do dia internacional da mulher”.

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