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Categoria: Economia

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Nem a chuva nem o frio demoveram os cerca de 100 moradores em Alpiarça que se concentraram durante a tarde desta sexta-feira, 5 de janeiro, em frente à estação dos correios da vila, em protesto contra o seu possível encerramento.

O presidente da Câmara chegou diretamente de Lisboa, de uma reunião com o conselho de administração dos CTT, que, segundo Mário Pereira, mostrou “abertura para discutir um caso específico, como é o de Alpiarça”.

“Nas próximas semanas, vamos voltar a reunir com os CTT no sentido de encontrarmos uma solução que vá de encontro às nossas exigências de manutenção do serviço com todas as suas valências”, disse o autarca à Rede Regional.

Mário Pereira considerou ainda ser “inadmissível” o encerramento deste serviço numa sede de concelho com cerca de 8.000 habitantes, e mostrou-se esperançado em que a empresa faça marcha-atrás.

“É um processo que foi agora iniciado e a própria administração está a começar a auscultar os intervenientes”, acrescentou o presidente da Câmara, explicando que, para já, a estação de Alpiarça “vai manter o seu funcionamento de sempre”.

Esta concentração foi marcada pela Comissão de Utentes de Serviços Públicos (CUSP) de Alpiarça, que aproveitou também para dar início à recolha de assinaturas para um abaixo-assinado.

O documento visa mostrar aos CTT “o repúdio e a discordância em relação a esta decisão”, disse à Rede Regional Fernanda Garnel, uma das responsáveis da CUSP.

“Mais do que um serviço postal, está em causa um serviço social”, acrescentou, explicando que a papelaria que abriu há poucos meses na vila a prestar alguns serviços semelhantes “não é solução”.

Fernanda Granel afirmou ainda que as alternativas (as estações de Santarém e de Almeirim) se encontram a sete quilómetros, e garantiu que os utentes “não vão permitir” o encerramento de uma estação que “todos os dias tem movimento” e “não deu prejuízo”.

Simulacro da Proteção Civil no Entroncamento - Fotos: José Neves