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Categoria: Economia

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“Do feedback que temos, a feira correu muito bem aos expositores e é isso que é mais importante para nós”, afirmou Luís Mira, o secretário-geral do Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), durante a conferência de imprensa que serviu para fazer o balanço da 54ª edição da Feira Nacional da Agricultura (FNA).

O responsável sublinhou que o sucesso ou o insucesso da feira terá que medir-se mais pelo seu impacto económico junto do sector profissional ligado à agricultura e ao agro-negócio, do que pelo número de visitantes que passou pelo Cnema durante os 10 dias do certame.

Segundo Luís Mira, e ainda a contar com este domingo, 18 de junho, a feira deverá registar cerca de 190 mil visitantes, um número ligeiramente abaixo das 200 mil entradas contabilizadas em 2016, o recorde de sempre.

“Nos últimos dias, registámos uma quebra nas entradas, mas temos que ter em atenção as elevadas temperaturas dos últimos dias, acima dos 40 graus à sombra, e isso são fatores que nós não conseguimos prever ou controlar”, explicou o secretário-geral da CAP, que deixou aos jornalistas um balanço “francamente positivo” da forma como decorreu esta feira.

Em relação ao tema escolhido para 2016, os “Cereais de Portugal”, a organização da FNA considerou que “cumpriu os objetivos”, ao deixar as organizações de produtores satisfeitas e ao introduzir a sua discussão junto da opinião pública.

Recorde-se que o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, anunciou durante a feira que o governo está a preparar um plano estratégico para o sector dos cereais, como forma de responder à crise que o atravessa.

A edição de 2018, segundo Luís Mira, também já tem tema, que serão os “azeites de Portugal”.

Entre as muitas questões abordadas pelo responsável, destaque para a importância da constituição da “Irrigants d’Europe”, uma associação que reúne as principais associações europeias gestoras de água para a agricultura.

O acordo foi assinado na sala de reuniões do Cnema, na presença do ministro da Agricultura, e junta a Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg), a Associação Nacional de Consórcios de Gestão e Tutela do Território Irrigado (ANBI), de Itália, a Federação Nacional das Comunidades Regantes de Espanha (Fenacore) e a Irrigants de France (França), que representam mais de 7,7 milhões dos 10,2 milhões de hectares de regadio existentes na Europa (75%).

XTerra Golegã - Fotos Carlos Simões