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Economia

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Coube ao famoso bartender espanhol Pablo Melian preparar os primeiros gin’s com que o “Gotik Dry Gin” se apresentou à cidade onde é produzido, Santarém, numa ação de promoção que decorreu na sexta-feira, 19 de maio, primeiro no Tejá, para convidados, e depois no Tascá, para o público em geral.

O primeiro gin produzido no Ribatejo é da lavra da Mvpgin, uma empresa formada por Gonçalo Pereira, Nuno Duarte, António Martins, Valter Taínha e João Paixão, cinco amigos scalabitanos que começaram a desenvolver este projeto já lá vão quase três anos.

Os primeiros dois anos, segundo explicam, foram dedicados às primeiras experiências e ao desenvolvimento do produto, onde contaram com a ajuda técnica da Escola Agrária de Santarém.

santaremgotikgin02Produzido numa destilaria nas Fontaínhas onde são utilizadas técnicas de destilação ancestrais em alambique de cobre, o “Gotik Dry Gin” é elaborado à base de abóbora, noz e tomate, e leva 21 botânicos.

Os autores tiveram o cuidado de procurar e experimentar ervas aromáticas da Serra de Aire e Candeeiros, na sua maioria, na tentativa de desenvolver um produto de alta qualidade com a riqueza botânica da região.

“Tem um sabor único, diferente de toda a concorrência”, garantem os elementos da Mvpgin, que explicam ainda que o nome foi escolhido a partir do estilo arquitetónico que marca a história de Santarém, o gótico, conceito que serviu de base ao design e à linha de promoção do produto.

Esta primeira edição do “Gotik Dry Gin” presta homenagem à Igreja de Santa Clara, com a sua rosácea em destaque, e a Mvpgin garante que as futuras edições vão manter a mesma ligação ao património histórico da cidade.

Depois de um pré-lançamento comercial em dezembro de 2016, com uma edição limitada de 200 garrafas numeradas, o “Gotik Dry Gin” está no mercado desde março, e já pode ser encontrado e provado na maioria dos bares e discotecas de Santarém.

nersant si2e

A Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) apresentou nos últimos dias, em reuniões realizadas em Santarém, Cartaxo e Benavente, o SI2E - Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego, um programa que além de apoiar a criação de empresas, contempla apoios a fundo perdido para investimentos na aquisição de equipamentos e obras de remodelação de empresas já criadas, o que há muito não se via em sede de fundos comunitários.

Compatível com outras candidaturas no âmbito do Portugal 2020 - e desde que não sejam contemplados os mesmos investimentos - a Nersant apresenta este programa como "uma excelente forma de as empresas em territórios de baixa densidade virem complementar os seus investimentos".

O sistema de inventivos é direcionado para micro ou pequenas empresas de todos os setores de atividade, com exceção dos setores da pesca, aquicultura; produção agrícola primária e florestas; transformação e comercialização de produtos agrícolas e florestais; projetos de diversificação de atividades nas explorações agrícolas, atividades financeiras e de seguros (CAE 64 a 66); defesa (CAE 25402, 30400 e 84220), lotarias e outros jogos de aposta (CAE 92).

Os avisos estão neste momento já abertos para a Lezíria do Tejo, com a primeira fase de candidaturas a terminar no dia 16 de junho, esperando-se que haja muita afluência de projetos a concurso.

A associação empresarial está ainda disponível para prestar esclarecimentos através dos contactos Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou 249 839 500.

frutos vermelhos

A empresa "Maravilha Farms", que se dedica à produção e comercialização de frutos vermelhos prevê investir 19 milhões de euros nos próximos cinco anos para duplicar a área de produção e o concelho de Almeirim é um dos locais que está a ser avaliado para a realização desse investimento.

Em declarações à agência Lusa, Luís Pinheiro, diretor geral da empresa atualmente instalada nos concelhos de Odemira, no Litoral Alentejano, e Tavira, no Algarve, destacou as condições ao longo de quase todo o ano para a produção de frutos vermelhos no concelho de Odemira, na zona da Zambujeira do Mar, mas revelou que a empresa está a analisar outras duas regiões possíveis para instalar projetos de mirtilo, como é o caso da zona de Almeirim, no distrito de Santarém, e do Alqueva, no interior do Alentejo.

"Iremos fazer investimentos nos próximos cinco anos na ordem dos 19 milhões de euros, com aproximadamente uma duplicação das áreas produtivas em relação ao que temos hoje", referiu à Lusa, acrescentando que tem a ambição de tornar a Maravilha Farms no "maior produtor europeu de pequenos frutos".

Com cerca de 150 hectares de produção de framboesas, amoras e mirtilos, a empresa terminou o ano de 2016 com uma faturação superior a 19,5 milhões de euros e estima atingir, com os investimentos que quer lançar, um volume de negócios os 50 milhões de euros nos próximos cinco anos.

Atualmente, a Maravilha Farms emprega cerca de 700 trabalhadores e 98% da produção da empresa destina-se ao Reino Unido, Irlanda, Alemanha, países nórdicos e do Benelux.

Balonismo em Coruche - Fotos João Dinis