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Cultura

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Sendo um certame que pretende reafirmar as raízes culturais e ancestrais da festa taurina, a edição de 2018 do “Eh! Toiro” levou milhares de aficionados à Chamusca, que durante quatro dias assistiram a touradas, pegas de cernelha, largadas, “encierros” e recortadores, provando também a carne de toiro bravo.

Perante a afluência de público, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Queimado, recordou o desafio lançado em 2014, aquando da semana da Ascensão, a um conjunto de aficionados chamusquenses, para colocarem de pé um evento ligado à cultura taurina.

Seis meses depois, foi realizada a primeira edição do “Eh! Toiro”, por uma associação com o mesmo nome que tem crescido e realizado outros eventos, e é também responsável pela realização dos eventos taurinos da semana da Ascensão.

Entre os dias 4 e 7 de outubro, este evento reforçou a identidade do concelho da Chamusca e a sua ligação à festa brava, num programa onde se destacou a corrida que encheu a praça de toiros local, prestes a comemorar o seu centenário em 2019, o concurso de cernelhas que contou com a participação de 7 grupos nacionais, e a demonstração de recortadores e uma largada de bezerros.

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MÁRIO RODRIGUES (AO CENTRO) COM NUNO DOMINGOS E CARLOS AMADO

(ATUALIZADA ÀS 13H00)

O escultor e artista plástico Mário Rodrigues, de 68 anos, faleceu na tarde desta segunda-feira, 8 de outubro, no hospital de Santarém, onde se encontrava internado devido a cancro no pulmão.

Nascido a 29 de novembro de 1949, Mário Jorge Rodrigues viu ser-lhe detetada a doença em meados de agosto deste ano, já em fase muito avançada, levando à sua morte num espaço de dois meses.

Autor de inúmeras obras e participante em várias exposições, a última das quais "As pedras são testemunhas silenciosas”, em conjunto com Carlos Amado e Fernanda Narciso, inaugurada há pouco mais de um mês em duas lojas da Rua Serpa Pinto, no centro histórico de Santarém, Mário Rodrigues era um dos artistas mais conhecidos da cidade, atualmente com atelier na Incubadora d’Artes de Santarém.

Desta última à sua primeira exposição, em 1984, distam 34 anos dedicados à cultura. Fez o curso de serigrafia no Centro Cultural Regional de Santarém e o de pintura na Sociedade Nacional de Belas-Artes, tendo ainda concluído o Curso de Estética e História de Arte Contemporânea.

Natural do Sardoal, Mário Rodrigues veio muito novo para casa de uns tios em Santarém, juntamente com alguns dos seus irmãos, para poder continuar a estudar, tendo-se formado na então Escola de Regentes Agrícolas, atual Escola Superior Agrária. Concluído o curso, viria a ingressar no Ministério da Agricultura, onde ficou até se dedicar à arte a tempo inteiro.

O corpo de Mário Rodrigues está na Casa Mortuária das Portas do Sol, onde esta terça-feira, pelas 20h30, será realizada uma missa de corpo presente, seguindo quarta-feira de manhã para Setúbal para cremação.

 

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O museu municipal Carlos Reis, em Torres Novas, vai receber a iniciativa “Ano Colaço” no próximo dia 20 de outubro, com duas conferências e mostra de trabalhos de Jorge Colaço no âmbito das comemorações dos 150 anos do nascimento do artista.

Dentro das comemorações desta efeméride, têm-se realizado por todo o país várias atividades promovidas pelo Museu Nacional do Azulejo, pelo Museu de Cerâmica de Sacavém, pela Fundação Marques da Silva e pela CP, instituições marcadas pela presença da obra de Jorge Colaço nas suas coleções.

Jorge Colaço (1868-1942) realizou estudos artísticos em Madrid e Paris, relacionando-se com os grandes artistas da época, e renovou a arte industrial do azulejo decorativo, sendo o expoente máximo das grandes composições azulejares em Portugal.

Em Torres Novas, a sua obra mais relevante é o painel de azulejos na Rua de Gil Pais, virado para a Praça 5 de Outubro.

Partida em Coruche do Grande Prémio de Ciclismo Abimota - Fotos: João Dinis